A mais de um ano da eleição, corrida de 2012 já começou

Partidos já iniciaram a mobilização para eleger prefeitos e vereadores nas principais cidades do País

Nara Alves e Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

A mais de um ano da eleição que definirá novos prefeitos e vereadores em todas as cidades brasileiras, os principais partidos políticos do País já estão mergulhados nos preparativos para a corrida. De um lado, integrantes da base aliada dizem que o plano agora é concentrar as atenções no fortalecimento partidário, uma vez que o projeto de assegurar a eleição da presidenta Dilma Rousseff foi cumprido em 2010. De outro, a oposição trabalha para realinhar o discurso e manter o controle de capitais e municípios estratégicos, em especial nas regiões onde perdeu espaço nos últimos anos.

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Juntos na esfera nacional, os presidentes do PT, Rui Falcão, e do PMDB, Valdir Raupp, devem priorizar crescimento partidário
No PT, a ordem é antecipar o calendário eleitoral e definir as candidaturas nas principais cidades do País antes do fim deste ano. “O PT está mobilizado e unido para a disputa das eleições de 2012”, disse o presidente do partido, Rui Falcão, depois de um giro por várias capitais das regiões Norte e Nordeste no último final de semana.

Como parte do plano, a executiva nacional petista determinou os diretórios municipais não sacrifiquem candidaturas próprias em benefício de aliados. “Se no ano passado foi tudo pela Dilma, em 2012 será tudo pelo PT” , tem repetido Falcão em suas andanças pelo País. Isso significa que a direção nacional terá menos influência no processo de escolha. “Eleição municipal não pode ter uma estratégia de cima para baixo. Em cada cidade a história é diferente”, disse o secretário nacional de Organização, Paulo Frateschi.

A r eforma do estatuto do PT , que será votada em setembro, pode facilitar ainda mais o processo. Uma das propostas em estudo impõe uma série de restrições para a realização de prévias. Com isso, as disputas internas terão menos impacto no calendário eleitoral petista.

Em São Paulo, o presidente do PMDB paulista, deputado Baleia Rossi, pretende seguir a orientação do diretório nacional à risca. A executiva do diretório estadual aprovou uma resolução que determina que os diretórios municipais tenham candidatos próprios ou, no mínimo, vices. Os diretórios municipais que desrespeitarem a determinação estarão sujeitos a intervenção. De acordo com o comando partidário, o cálculo é que haverá intervenção em 31 diretórios do partido em São Paulo.

As “intervenções brancas” nos diretórios estaduais também fazem parte do projeto do PSDB para a eleição do ano que vem. O partido tem falado em dar “atenção especial” ao Nordeste, tradicional reduto do PT e região na qual a presidenta Dilma Rousseff venceu o tucano José Serra em todos os Estados.

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Sérgio Guerra comanda análise detalhada da situação do PSDB, Estado por Estado
Atualmente, o PSDB controola 800 municípios em todo o País. Para 2012, o objetivo é ultrapassar 900. Para isso, o partido está conduzindo uma avaliação cuidadosa do cenário eleitoral, Estado por Estado. A sigla tentará compensar o fato de ter assistido à derrota de alguns de seus principais líderes regionais na eleição do ano passado. É o caso do Amazonas, onde boa parte da estrutura do partido girava em torno do ex-senador Artur Virgílio, que hoje vive em Portugal, como representante do Itamaraty. Ou ainda do Ceará, onde o ex-governador Tasso Jereissati também saiu sem mandato nas urnas.

O quadro ainda é incerto em relação a alguns, como o DEM, que viu parte de seus quadros se transferir para o PSD, nova legenda que está sendo criada pelo prefeito Gilberto Kassab. É o caso também do o PV, que se cacifou em 2010 com a candidatura presidencial da ex-senadora Marina Silva e agora terá de colocar ordem na casa para disputar as eleições de 2014. Em decorrência da disputa interna travada com a direção nacional do PV, Marina decidiu na semana passada deixar o partido e a expectativa, por enquanto, é de que ela crie uma nova sigla somente em 2013.

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