A dias da convenção nacional, PSDB mineiro critica 'fofocas'

Ligado a Aécio, presidente da sigla critica proposta de colocar José Serra à frente de instituto tucano

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A menos de uma semana da convenção nacional dos tucanos, o presidente do PSDB de Minas Gerais, deputado federal Marcus Pestana, cobrou hoje o fim das "intrigas e fofocas internas" e disse que os principais atores do partido devem "colocar as cartas na mesa". Pestana, aliado do senador e ex-governador mineiro Aécio Neves, criticou a forma como o nome do ex-governador paulista José Serra vem sendo cogitado para o Instituto Teotônio Vilela (ITV).

Na semana decisiva da convenção, marcada para sábado, em Brasília, causou desconforto também entre os tucanos mineiros a iniciativa do presidente da Assembleia Paulista, Barros Munhoz - aliado de Serra - de "lançar" publicamente nome do senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) para a presidência do PSD

"Não surgiu esse negócio explicitamente. É tudo nota (na imprensa) e especulação, ninguém assume. O Serra nunca se lançou para a presidência do ITV, nunca. Nem o Aloysio à presidência (do partido)", afirmou Pestana. "É preciso explicitar, precisa que cada ator coloque as cartas na mesa", acrescentou.

Munhoz explicitou o racha e o clima pouco amistoso entre aecistas e serristas na véspera da convenção. O grupo alinhado a Aécio apoia a reeleição do deputado federal Sérgio Guerra (PE) para a presidência do partido e a indicação do ex-senador Tasso Jereissati (CE) para o ITV.

Os aecistas também querem manter o comando da secretaria-geral, atualmente nas mãos do deputado federal Rodrigo de Castro (MG).

Pestana enxerga Serra apenas como integrante de um conselho de notáveis da legenda, que será defendido pelo PSDB-MG na convenção. O deputado, que faz parte da atual diretoria do ITV, ressalta que o comandante do instituto precisa ter "sintonia total" com a direção do partido. "É um órgão de formulação, é um órgão de assessoria à Executiva". Nos bastidores, o principal argumento utilizado pelo grupo de Aécio para reduzir o poder de Serra na cúpula partidária é a necessidade de ela representar a dimensão nacional alcançada pelo PSDB.

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