600 funcionários não terão acesso a ponto eletrônico do Senado

Orçado em R$ 1,2 milhão, novo sistema, que ajuda no controle da frequência de servidores, entra em funcionamento em dezembro

Fred Raposo, iG Brasília |

O ponto eletrônico, que será implantado no Senado em dezembro como forma de controlar o horário de entrada e saída de funcionários, deixará de fora 581 comissionados que atuarão na Casa por pelo menos mais dois meses.

O Senado calcula que esse é o número de servidores que, por estarem lotados nos gabinetes de 37 parlamentares que não foram reeleitos, devem deixar a Casa após a troca de legislatura, em 1º de fevereiro. Orçado em R$ 1,2 milhão, o novo sistema entra em funcionamento a partir de 1º de dezembro.

Inicialmente, a Secretaria Especial de Recursos Humanos anunciou, em comunicado interno, que “todos os servidores efetivos e comissionados lotados em Brasília” fariam o novo crachá. Porém, optaram por limitar a confecção dos crachás para evitar custos “desnecessários”.

O gasto é estimado em cerca de R$ 12 mil. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Senado informou que os funcionários comissionados lotados nos estados e os servidores cedidos ou de licença funcional também não receberão o novo crachá.

Atualmente, o controle de freqüência é feito por um sistema interno do Senado, por meio de matrícula e senha individual. No início do ano, o Senado chegou a implantar uma versão do ponto eletrônico, que foi fraudado por servidores que registravam as horas extras de suas casas.

O Senado tem hoje 3.530 funcionários efetivos e 2.843 comissionados. Ao todo serão confeccionados 8 mil crachás, ao custo de R$ 20,76 cada. A coleta de impressões digitais de 5.301 servidores começou esta segunda-feira, em 82 pontos espalhados pela Casa.

Além do crachá, o novo sistema exige a digital do funcionário para registrar o ponto. A compra dos equipamentos é feita em conjunto com a Câmara dos Deputados e o contrato é válido por quatro anos.

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