Desistência pode estar ligada a negociação do PRB com outros candidatos ao Palácio do Planalto, como Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB)

Flávio Rocha ficou à frente da Riachuelo apenas até o final do mandato, em abril, para concorrer à presidência em 2018
Reprodução/Facebook
Flávio Rocha ficou à frente da Riachuelo apenas até o final do mandato, em abril, para concorrer à presidência em 2018

O empresário Flávio Rocha (PRB), dono das lojas Riachuelo, anunciou nesta sexta-feira (13) que desistiu de se candidatar à Presidência da República neste ano, ele era postulante pelo PRB . Um vídeo em que o empresário aparece desistindo de sua candidatura será divulgado pela sua assessoria. As informações são do jornal  GaúchaZH.

A causa mais provável para a desistência é a negociação do PRB com outros candidatos ao Palácio do Planalto, como Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB). A legenda da Flávio Rocha faz parte do centrão, grupo formado por siglas como PP, Solidariedade, DEM e PR. 

Flávio Rocha chegou a mudar de partido

O dono da Riachuelo chegou a mudar de partido para viabilizar sua candidatura à presidência da República nas eleições de outubro. Ele era filiado ao PR e migrou para o PRB de Celso Russomano, no qual esperava ter mais chances de disputar o cargo. A informação é do jornal O Estado de São Paulo.

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O novo partido de Rocha havia avisado que focaria esforços e recursos para aumentar sua bancada na Câmara. Mas, como o empresário poderia empenhar recursos próprios em sua candidatura, a legenda não exclui de cara a possibilidade de apoiá-lo em uma eventual candidatura ao Planalto.

Rocha já disse em outras ocasiões que não pretende ser vice de nenhum candidato . Contudo, membros do PRB cogitavam que o empresário poderia vir a compor uma chapa junto a presidenciáveis de direita como Bolsonaro (PSL), Álvaro Dias (Podemos) ou Rodrigo Maia (DEM), caso as mesmas pesquisas apontem que sua candidatura é inviável.

Em maio, numa entrevista ao Zero Hora, Rocha havia afirmado que não sairia da "cadeira confortável" de sua empresa para ser coadjuvante.

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O empresário já havia avisado o grupo Guararapes, que administra a Riachuelo, que iria se afastar de suas funções em abril para concorrer à Presidência. O comunicado divulgado pela empresa: “Em razão do tempo a ser desprendido no exercício das atividades de candidato à Presidência da República, a companhia informa que Flávio Rocha não será indicado para reeleição de diretor de Relação com Investidores”.

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