Senador do PR decidiu disputar reeleição; sem essa parceria, o pré-candidato presidenciável do PSL perde a chance de aumentar seu tempo no rádio e TV

Ao invés de tentar ser vice de Bolsonaro, Malta decidiu disputar pela sua reeleição no Senado Federal
Wilson Dias/Agência Brasil - 29.3.2017
Ao invés de tentar ser vice de Bolsonaro, Malta decidiu disputar pela sua reeleição no Senado Federal

O senador Magno Malta (PR-ES) – que vinha sendo considerado como uma opção de candidato à vice-Presidência pelo PSL, integrando a chapa do pré-candidato Jair Bolsonaro – afirmou que não vai abraçar a proposta. Ao invés de tentar ser vice de Bolsonaro, Malta decidiu disputar pela sua reeleição no Senado Federal.

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De acordo com o jornal  O Estado de S.Paulo , o senador do PR desistiu de ser vice de Bolsonaro sem informar o motivo da sua decisão. Para o pré-candidato presidenciável do PSL, porém, a desistência de Malta impacta diretamente em seu tempo de campanha disponível na TV. 

Afinal, construindo uma chapa com o PR, Bolsonaro ganharia mais 45 segundos no ar, para integrar os oito segundos que já tem reservado como candidato à Presidência . Ao todo, o tempo de horário eleitoral gratuito, no rádio e na TV, é de 12 minutos e meio.

Além disso, hoje, Bolsonaro tem seus minutos de campanha inseridos na programação a cada três dias. Com o PR, ele teria direito a duas inserções por dia.

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"Vocês querem que eu fique sem televisão, é isso? Eles têm R$ 1,7 bilhão para me ferrar. Está todo mundo contra mim, o centrão e a esquerda, estou sozinho. É R$ 1,7 bilhão que vai ser usado pela campanha deles pra dar porrada em mim", disse Bolsonaro ao jornal O Globo , na semana passada.

"Eu vou ficar com 8 segundos de televisão e as mídias sociais? No Facebook, até poucos meses, qualquer postagem chegava a 1 milhão, agora para chegar a 100 mil é um sacrifício", assumiu o pré-candidato. 

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Vaga de vice de Bolsonaro continua aberta

Apesar da negativa de Malta, o PSL pode ainda estar cortejando o PR, a fim de conquistar os benefícios que tal aliança alcançaria para a campanha de Bolsonaro. Porém, não se sabe quem mais pode ser cogitado como possível parceiro, pronto para assumir o compromisso de ser vice de Bolsonaro , caso ele seja eleito em outubro. A vaga está aberta.

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