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Partidos da base de Temer, como PP, PR e Solidariedade, estiveram em convenção dos Democratas e podem apoiar candidatura de Rodrigo Maia

“Minha candidatura vai decolar, pode escrever”, disse Maia
Marcos Corrêa/PR - 1.9.17
“Minha candidatura vai decolar, pode escrever”, disse Maia

Rodrigo Maia (DEM-RJ) , presidente da Câmara dos deputados, quer ser presidente da República. Na convenção nacional dos Democratas realizada nesta quinta-feira (8), onde se anunciou pré-candidato ao cargo, ele afirmou acreditar que, embora conte nas pesquisas eleitorais com residuais 1% das intenções de voto, chegará ao segundo turno da disputa.

“Minha candidatura vai decolar, pode escrever”, disse com otimismo aos jornalistas.

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À parte o baixo desempenho nas pesquisas, o líder da Câmara tem motivos para otimismo. Partidos da base aliada do governo , como o PP, PR e Solidariedade marcaram presença na convenção dos Democratas, num gesto que aponta para a possibilidade de apoio à sua candidatura.

Se efetivado, o apoio garantirá a Maia valiosos minutos na TV e rádio durante a campanha presidencial, além da estrutura partidária e do palanque necessários a quem alimenta a ambição presidencial .

Em seu discurso na convenção, o deputado procurou se mostrar alinhado à postura que, indicam as mesmas pesquisas que o apontam com 1% da preferência do eleitorado, marcarão o pleito de outubro: mudança e repúdio a “tudo que aí está”.

“Assumo o desafio de construir um pacto para rompermos com o que há de velho e atrasado na política brasileira”, disse. “Vocês me oferecem aqui o desafio de liderar a nossa geração num projeto de renovação e de reconstrução do Brasil”, emendou.

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Sua candidatura ao Planalto, contudo, é vista com ressalvas por seus apoiadores – inclusive por Cesar Maia, seu pai, inequívoca expressão da “política tradicional” e ex-prefeito do Rio de Janeiro, que em entrevista recente declarou que o melhor para o filho seria se reeleger deputado.

Para analistas do Congresso, o que o deputado fluminense busca é aumentar seu poder de negociação junto a Alckmin ou Temer, que precisarão do apoio do DEM e dos deputados que orbitam em torno de Maia nas eleições deste ano.

O presidenciável, contudo, nega. À Folha de S.Paulo , ele afirmou que o PSDB de Alckmin é agora seu maior adversário, e que ele levará em frente seu projeto presidencial mesmo que isso signifique concorrer contra Temer.

Antônio Carlos Magalhães Neto, novo presidente do DEM e que, como indica o nome, vem também de uma das mais tradicionais linhagens políticas brasileiras, celebrou a pré-candidatura de seu correligionário.

“O projeto que queremos discutir com todo o Brasil é um projeto de mudanças. Não as mudanças feitas pelos políticos e para os políticos, mas sim aquelas que têm a real capacidade de transformar o Brasil num país à altura do seu potencial”, disse.

“Não há um quadro mais preparado para presidir o Brasil do que Rodrigo Maia”, completou ACM Neto.

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