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Acompanhado de comitiva de oito pessoas, presidente da Câmara utilizou aviões da FAB mesmo durante recesso do Legislativo, segundo revista

Rodrigo Maia durante evento em Barra Mansa, no Rio de Janeiro: deputado viajou à cidade 130 vezes em aviões da FAB
Tânia Rêgo/Agência Brasil - 2.3.18
Rodrigo Maia durante evento em Barra Mansa, no Rio de Janeiro: deputado viajou à cidade 130 vezes em aviões da FAB

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem se aproveitado das prerrogativas de seu cargo para viajar tranquilamente sem o risco de ser hostilizado por passageiros de voos comerciais. Apenas no último ano, entre janeiro de 2017 e fevereiro de 2018, o parlamentar utilizou aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) em 250 oportunidades, segundo levantamento publicado pela revista Istoé  neste domingo (4).

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Os voos de autoridades em aeronaves da FAB são permitidos ao vice-presidente da República (cargo que atualmente está vago), a comandantes das Forças Armadas, a ministros de Estado e aos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), do Senado e da Câmara – esta última função atualmente exercida por Rodrigo Maia .

Segundo a Istoé , Maia viajou com aviões da FAB um total de 130 vezes somente no trajeto entre Brasília e o Rio de Janeiro – estado onde o filho do ex-governador Cesar Maia nasceu e foi eleito para o cargo de deputado federal. A última dessas viagens ocorreu no último dia 24, quando Maia participou do lançamento do Observatório Legislativo da Intervenção Federal na Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (Olerj). Após o evento, o presidente da Câmara embarcou num jato da FAB no aeroporto Santos Dumont com destino a Brasília ao lado de outros oito passageiros.

O deputado também utilizou os aviões da Força Aérea Brasileira 40 vezes nos meses de janeiro de 2017 e 2018 – período em que o Poder Legislativo está em recesso.

A reportagem do iG  tentou contato com a assessoria de Rodrigo Maia, mas não obteve sucesso. Em nota à Istoé , o deputado afirmou que utiliza os voos da FAB respeitando as normas do decreto presidencial que garante o privilégio ao presidente da Câmara.

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