Participam da reunião no Palácio do Planalto os presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e a presidente do Supremo Tribunal Federal

Segurança pública é o principal tema da reunião que Temer comanda nesta quinta-feira, no Palácio do Planalto
Marcos Corrêa/PR - 19.2.18
Segurança pública é o principal tema da reunião que Temer comanda nesta quinta-feira, no Palácio do Planalto

O presidente da República, Michel Temer (MDB), participa, nesta quinta-feira (1º), de uma reunião cujo tema principal é a segurança pública. O encontro, que acontece no Palácio do Planalto desde as 11h, conta com a presença dos ministros do governo Temer, dos presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia.

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Além de tais autoridades, foram convidados para a reunião todos os 27 governadores brasileiros. O encontro acontece em meio à intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, decretada em fevereiro, que vai durar até o mês de dezembro deste ano.

Nesta quarta-feira (28), o presidente afirmou, em entrevista à rádio Jovem Pan , que a intervenção no Rio vai restabelecer a ordem no estado. Ele defendeu que a ação "significa cumprir rigorosamente a lei, e, portanto, combater a criminalidade".

"Eu chamei uma reunião dos governadores dos estados brasileiros para que todos se integrem nessa tarefa. Acho que é um ponto fundamental para o País", disse o presidente durante a entrevista.

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Além disso, de acordo com Temer, o governo federal também deve investir em programas sociais no estado do Rio de Janeiro. "Ao lado da segurança, o combate à criminalidade tem que se conectar com programas de natureza social", explicou.

Novo ministério

Para reforçar as ações na segurança, o presidente da República criou um novo ministério, sob o comando do ministro Raul Jungmann.  A pasta vai integrar as estratégias do setor em todos os estados do País. Jungmann está na reunião desta quinta. 

Segundo o ministro, o orçamento da pasta será de R$ 2,7 bilhões. Após reunião com o Ministério do Planejamento, ficou decidido que não haverá contingenciamento das verbas do órgão.

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Na Polícia Federal, o recém empossado ministro da Segurança Pública anunciou que o número de agentes em fronteiras será dobrado. Segundo Jungmann, o combate à corrupção e ao crime organizado serão considerados prioritários, “não sendo excludentes”. Questionado sobre a operação Lava Jato, afirmou que ela terá “todo o apoio em todas as suas necessidades”.

* Com informações da Agência Brasil.

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