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No estado com o maior colégio eleitoral do País, os votos que iriam para Lula serão destinados a Haddad, caso o ex-presidente petista não possa concorrer

Jari Bolsonaro e Geraldo Alckmin aparecem empatados em todos os cenários da pesquisa sobre as eleições de 2018
Reprodução/Twitter
Jari Bolsonaro e Geraldo Alckmin aparecem empatados em todos os cenários da pesquisa sobre as eleições de 2018

As decisões tomadas pelos eleitores do estado de São Paulo – que possui o maior colégio eleitoral do País, com 22,4% do total – costumam influenciar profundamente o resultado das eleições presidenciais. E, hoje, os paulistas estão propensos a empatar essa corrida para as eleições de 2018.

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De acordo com o Instituto Paraná Pesquisas, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSCRJ) aparecem empatados tecnicamente para as eleições de 2018 .

Bolsonaro aparece com resultados entre 22,3% e 23,5% nas intenções de voto de três cenários testados, enquanto Alckmin pontua de 20,1% a 23,2%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para cima e para baixo.

O levantamento foi realizado no período entre 20 e 25 de fevereiro, em todo o estado de São Paulo. Ao todo, foram entrevistadas 2 mil pessoas em 84 cidades.

Votos de Lula migram para Haddad

A pesquisa chegou a simular a possibilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concorrer à Presidência nessas eleições. Porém, com eleitorado de maioria tucana, o estado não o vê como favorito à eleição.

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O ex-presidente chega a aparecer com 19,7% das intenções de voto, mas fica atrás de Bolsonaro (22,3%) e Alckmin (20,1%).

Os votos para Lula vem, em sua maioria, das mulheres, dos eleitores com menos de 34 anos e daqueles que possuem apenas o ensino fundamental como escolaridade. Os de Bolsonaro, por exemplo, se concentram no público masculino, menores de 24 anos, e com ensino médio completo. O eleitor médio de Alckmin, por sua vez, é mulher, possui mais de 45 anos e também estudou até completar o ensino fundamental.

O Instituto fez ainda uma análise de como devem reagir os eleitores de Lula caso ele seja impedido de participar das eleições, e o resultado foi dentro do esperado: a maioria dos votos migrariam para o ex-prefeito petista Fernando Haddad.

Nesse cenário, Marina Silva (Rede) aparece como segunda opção dos eleitores de Lula, seguida por Alckmin.

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Bolsonaro, segundo a pesquisa, herdaria 5,9% dos votos dos eleitores do ex-presidente petista, caso ele não possa participar das eleições de 2018. Ciro Gomes (PDT), uma opção que ganhou destaque entre os eleitores de esquerda, ficaria com 8,7% dos votos de Lula.

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