Escolhido para chefiar Ministério Extraordinário da Segurança Pública, Jungmann será substituído por Joaquim Silva e Luna na pasta da Defesa; Temer defende integração e diz que ações não ficaram restritas ao Rio

Presidente Michel Temer deu posse a Raul Jungmann no cargo de ministro extraordinário da Segurança Pública
Divulgação/Palácio do Planalto - 27.2.18
Presidente Michel Temer deu posse a Raul Jungmann no cargo de ministro extraordinário da Segurança Pública

O presidente Michel Temer deu posse nesta terça-feira (27) a Raul Jungmann, até então chefe da pasta da Defesa, no cargo de ministro extraordinário da Segurança Pública. Ele foi substituído no Ministério da Defesa pelo general Joaquim Silva e Luna , até então secretário-executivo da pasta.

Durante a cerimônia realizada nesta manhã no Palácio do Planalto, Raul Jungmann defendeu a criação do novo ministério e disse que a edição da medida provisória que instituiu a nova pasta é "um ato de coragem" do presidente Temer e que a medida "não tem volta". Apesar da declaração, a MP pode vir a perder sua validade caso o Congresso Nacional não aprove o texto dentro do prazo de 120 dias. 

"O sistema exige de nós um aperfeiçoamento. É preciso distribuir as responsabilidades. Temos, infelizmente, uma banalizção da Garantia da Lei e da Ordem (GLO). O problema da segurança se resolve na Segurança, e não na Defesa", afirmou Jungmann, que defendeu ainda a proposição de novas leis para a área e a valorização profissional dos agentes de segurança.

O ministro, conforme  explicou também nesta terça-feira o general Walter Braga Netto , responsável pela intervenção federal no Rio de Janeiro, será um dos integrantes do chamado 'nível político' que coordenará as ações na segurança pública do estado.

Ao comentar a ação no Rio de Janeiro, Jungmann disse que o estado pode ser palco do "renascimento da esperança" da população no combate à criminalidade. "As pessoas agora sabem que tem algo a que se agarrar. As pessoas sabem que lá [no Rio], vamos iniciar uma mudança", declarou Jungmann, acrescentando que "abriu mão" e que "encerra" sua carreira política devido ao seu novo cargo – o que o impede de disputar as eleições deste ano.

Temer pede integração

Temer afirmou que as ações do Ministério Extraordinário da Segurança Pública devem se expandir para todos os estados. "Não vamos ficar apenas no Rio de Janeiro. Todos os estados pedem auxílio da União. Caberá a esse ministério coordenar e promover a integração dos seviços de segurança em todas as unidades federativas deste País. Especialmente na área da inteligência", declarou.

O presidente da República disse que a criação do novo ministério decorre do alegado fato de que seus antecessores "acharam que não deviam colocar a mão nesse assunto". "Essa pasta nasce da constatação de que o crime só se fortalece com a fragmentação dos esforços do poder público. Se você tem esforços conectados, você consegue combater [a criminalidade] muito adequadamente", defendeu.

Na última sexta-feira (23), Temer disse em entrevista à Rádio Bandeirantes que a nova pasta chefiada por Raul Jungmann pode implicar em mais gastos para administração pública, mas defendeu que isso se justifica pela importância do trabalho a ser feito na área da segurança.

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