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Após desistência, tucano disse que Alckmin é “um dos homens públicos menos sinceros e mais capazes para a desfaçatez” que conhece

Arthur Virgilio (PSDB), prefeito de Manaus
Agência Senado
Arthur Virgilio (PSDB), prefeito de Manaus

Arthur Virgílio (PSDB), prefeito de Manaus, desistiu de concorrer contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, nas prévias do partido que decidirão quem será o candidato tucano à presidência da República. A informação é do jornal Folha de S.Paulo .

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Depois de anunciar ao jornal sua retirada da corrida presidencial, o prefeito foi duro nas críticas que direcionou a Alckmin. Ele classificou como “fraude” as prévias do partido, marcadas para o dia 18 de março, e prometeu dar uma explicação “bem clara” sobre os motivos de sua desistência.

“Conheci um dos homens públicos menos sinceros e mais capazes para a desfaçatez e fingimento em 40 anos de vida pública”, disse, se referindo ao governador de São Paulo.

A insatisfação de Virgílio com as decisões de seu partido não é recente. Desde as disputas por poder após a saída de Aécio Neves da presidência do PSDB, o prefeito tem reclamado da postura dos tucanos.

“Eles [a cúpula do partido] pensam que ainda são os melhores, como se fossem de certa elite política brasileira, algo que colocaram na cabeça e não querem tirar”, disse à Folha . Ele afirmou, ainda, que por essas e outras o partido é “execrado pela população brasileira”.

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Alckmin, agora, vê o caminho aberto dentro do partido para sua candidatura ao Planalto.

Entre as lideranças do PSDB, contudo, restam dúvidas sobre sua viabilidade eleitoral. O prefeito de São Paulo, João Doria, chegou a ser cogitado para disputar o cargo, mas não foi capaz de se credenciar para tanto. Mais recentemente, frente aos fracos números apresentados pelo governador de São Paulo nas pesquisas eleitorais, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ensaiou uma aproximação com o apresentador Luciano Huck, que, no entanto, desistiu de se lançar candidato.  

Para Arthur Virgílio, o ideal seria que o PSDB realizasse, antes das prévias, uma série de debates regionais. A ideia não foi acolhida pelo partido, que preferiu realizar um único debate, em 14 de março, com os aspirantes à candidatura para a Presidência – até agora, nenhum nome de vulto se apresentou para concorrer contra Alckmin.

"É muita pretensão você achar que exaure a discussão de um projeto para o Brasil com um debate. Geraldo assumiu todo o seu lado de mediocridade, o lado de uma pessoa limitada, que até as piadas que conta é meio jeca", concluiu Virgílio à Folha .

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