Geraldo Alckmin comete gafe e esquece de Temer como presidente paulista

Ao citar o ex-presidente da República Rodrigues Alves, o governador de São Paulo se engana e afirma que este foi o último presidente do estado
Foto: Mastrangelo Reino/A2img - 16.12.17
Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin participou do evento de aniversário do Instituto Butantan

Durante o evento de comemoração do 117º aniversário do Instituto Butantan, na manhã desta sexta-feira (23), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que o último presidente paulista do país foi Rodrigues Alves, esquecendo-se de Michel Temer, que nasceu no Tietê, município do estado de São Paulo.

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A gafe foi comentada, posteriormente, por jornalistas, que relembraram o governador sobre o fato de Temer ser o último presidente da República natural de São Paulo. “Ah... sim. É verdade”, respondeu Alckmin . Mas se justificou: “O atual não vale, estamos falando do passado, o último eleito”.

A frase foi dita porque, além do aniversário do instituto, a cerimônia lembrou os 100 anos da gripe espanhola e o governador citou o ex-presidente que morreu por conta da doença. “O Rodrigues Alves foi o último paulista presidente da República”, afirmou Alckmin antes de perceber o engano.

O mandato de Rodrigues Alves durou de 1902 a 1906, com direito a reeleição em 1918, mas em razão de seu estado de saúde debilitado, quem assumiu foi o vice, Delfim Moreira. Rodrigues Alves faleceu pela doença em 1919.

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‘Jeca e sem graça’

Arthur Virgílio (PSDB), prefeito de Manaus, desistiu de concorrer contra o governador de São Paulo. De acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo , após anunciar ao jornal sua retirada da corrida presidencial, o prefeito foi duro nas críticas que direcionou a Alckmin.

"É muita pretensão você achar que exaure a discussão de um projeto para o Brasil com um debate. Geraldo assumiu todo o seu lado de mediocridade, o lado de uma pessoa limitada, que até as piadas que conta é meio jeca", disse Virgílio.

Além disso, o prefeito ainda classificou como “fraude” as prévias do partido, marcadas para o dia 18 de março, e prometeu dar uma explicação “bem clara” sobre os motivos de sua desistência.

“Conheci um dos homens públicos menos sinceros e mais capazes para a desfaçatez e fingimento em 40 anos de vida pública”, disse, se referindo ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

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