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Declaração foi feita na cerimônia de início da última fase de construção de um dos submarinos Riachuelo, em Itaguaí – e após intervenção federal no Rio

Michel Temer discursa em cerimônia da Marinha e fala sobre os já repetidos termos 'ordem e progresso'
Divulgação/Palácio do Planalto
Michel Temer discursa em cerimônia da Marinha e fala sobre os já repetidos termos 'ordem e progresso'

O presidente da República, Michel Temer (MDB), tem aproveitado seus pronunciamentos oficiais para reforçar aquele slogan do seu governo, já anunciado em maio de 2016, quando assumiu interinamente a chefia do Poder Executivo no País: "Governo Federal: Ordem e Progresso".

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Nesta terça-feira (20), em evento em Itaguaí, no Rio de Janeiro, Temer afirmou que, em pouco tempo, seu governo está conseguindo alavancar a ordem e progresso  no País. O discurso do presidente foi feito dias depois de ter decretado a intervenção federal na área de segurança no estado e durante um evento militar.

"Esta solenidade é uma injeção de otimismo e, com isso, estamos renovando nossa confiança no Rio de Janeiro e no Brasil", disse. "Não foram poucos os avanços obtidos nestes últimos tempos, em termos de progresso para o nosso País, e em termos de ordem – que também nós estamos procurando", exaltou.

Submarino Nuclear – 'além da esfera militar'

A declaração do emedebista foi feita durante a cerimônia de início da última fase de construção de um dos submarinos Classe Riachuelo, previstos no Programa do Submarino Nuclear. O evento, segundo Temer, foi classificado como "um momento histórico para a indústria naval e a defesa nacional".

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"Nós estamos aqui, nesta região, escrevendo mais um capítulo de defesa da soberania nacional", apontou. "Também estamos escrevendo, convenhamos, mais um novo capítulo de nossa longa trajetória rumo ao Brasil do conhecimento, da informação, do progresso".

"Os benefícios do submarino vão muito além da nossa esfera militar, estamos construindo o saber", ressaltou o presidente. O submarino Riachuelo deve ser lançado ao mar até o fim deste ano. 

Quando o programa terminar, hoje previsto para 2029, o Brasil entrará para um seleto grupo de países (Estados Unidos, China, França, Inglaterra e Rússia) que detêm a capacidade de construir submarinos nucleares e poderia se tornar um importante integrante desse mercado restrito.

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Além disso, nosso País será o único latino-americano com essa tecnologia em mãos. O que Temer define como mais uma demonstração dos tais "ordem e progresso" já inscritos em nossa bandeira.

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