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Ministro se diz "convicto" de que Rodrigo Maia dará início à tramitação do projeto e fala em intensificar busca por votos no início da semana que vem

Carlos Marun foi escalado para articulação política de Temer com missão de buscar votos para reforma da Previdência
Valter Campanato/Agência Brasil - 15.12.17
Carlos Marun foi escalado para articulação política de Temer com missão de buscar votos para reforma da Previdência

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB), se disse "convicto" de que a proposta de reforma da Previdência começará a ser discutida no plenário da Câmara dos Deputados na próxima terça-feira (20) – mesmo caso o governo chegue até lá sem garantia de possuir os 308 votos necessários para aprovar o texto.

Responsável pela articulação política do governo Michel Temer, o ministro teve reunião nesta quinta-feira (15) com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e ressaltou que, apesar de seu otimismo,  cabe ao parlamentar agendar a votação da reforma da Previdência .

"Tenho convicção de que ele [Maia] tem consciência de que ainda temos um trabalho a realizar durante a semana que vem. Tenho convicção que, independentemente dos votos que tivermos na segunda-feira (19), a discussão se inicia na terça”, disse Marun.

Escalado para a equipe ministerial de Temer com a missão de buscar apoio para o pacote de alterações nas regras da aposentadoria, Marun anunciou que líderes dos partidos da base aliada se reunirão no início da próxima semana para fazer a contagem dos votos já assegurados e definir estratégias. 

“Temos consciência de que precisamos ainda da semana que vem para buscarmos os votos que ainda faltam para aprovação, eu continuo trabalhando naquele número de 40 votos, o que significa conquistar um indeciso a cada dois”, estimou o ministro.

Tudo ou nada

Considerada "fundamental" pelo Planalto para o controle do deficit da Previdência Social, que alcançou em 2017 a cifra de R$ 268 bilhões, a PEC que altera as regras para acesso à aposentadoria teve seu texto-base aprovado na comissão especial na Câmara ainda em maio do ano passado. Mas a tramitação do projeto emperrou após o surgimento das duas denúncias contra o presidente Michel Temer.

Diante das dificuldades em conseguir apoio na Câmara, o governo decidiu fazer alterações na proposta, que foram apresentadas na semana passada pelo relator , deputado Arthur Maia (PPS-BA).

A nova redação da PEC da reforma beneficia viúvo ou viúva de policial morto em ação, que passará a receber pensão integral – e não mais um percentual do salário, como previa a versão anterior. A mudança busca conseguir mais votos de deputados da bancada da segurança pública e valeria para cônjuges de policiais rodoviários federais, policiais federais e policiais civis (os militares estão fora da reforma).

Lideranças do governo, como o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, têm estabelecido que a proposta de reforma da Previdência precisa ser aprovada ainda neste mês na Câmara para haver tempo hábil de a  votação no Senado ocorrer antes do início das campanhas eleitorais.

*Com reportagem da Agência Brasil


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