De acordo com jornal, Maluf não quer que familiares passem por revista íntima; diversos pedidos de prisão domiciliar foram negados ao deputado

Aos 86 anos de idade, Maluf luta contra um câncer na próstata
Marcelo Camargo/ Agência Brasil 17.04.16
Aos 86 anos de idade, Maluf luta contra um câncer na próstata

Preso na penitenciária da Papuda, em Brasília, desde dezembro do ano passado, o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) vive situação de isolamento na cadeia.

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De acordo com o jornal Folha de S.Paulo , Maluf, que tem 86 anos de idade, emagreceu 10 quilos em pouco mais de dois meses encarcerado.  

O ex-prefeito de São Paulo também não permitiu que membros de sua família o visitem na prisão, pois não quer que eles sejam submetidos à revista íntima.

Ainda, o deputado está com cabelos brancos, uma vez que não tem acesso a tinturas, e está com a barba crescida, pois não consegue usar as lâminas permitidas na Papuda .  

De acordo com a Folha , ele caminha com o auxílio de muletas e com a ajuda de outro preso, seu colega de cela, que é médico na ala dos idosos do presídio.

Seus únicos visitantes se resumem a seu advogado, Antonio Carlos de Almeida, o Kakay , e seu assessor pessoal, Jesse Ribeiro.

Regime fechado

Por diversas vezes a Justiça negou pedidos de prisão domiciliar requisitados pela defesa do deputado. Maluf cumpre pena definitiva de sete anos e nove meses pelo crime de lavagem de dinheiro. A condenação foi definida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Aos 86 anos de idade, o parlamentar luta contra um câncer na próstata.

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Ao recusar o recurso protocolado pela defesa de Paulo Maluf, o desembargador Jesuíno Aparecido alegou que não houve ilegalidade na decisão do juiz Bruno Aielo Macacari, da Vara de Execuções Penais (VEP) , que rejeitou a prisão domiciliar.

O juiz argumentou que o parlamentar pode cumprir a pena na Papuda mesmo diante de seu quadro de saúde. No entendimento do magistrado, a penitenciária tem condições de oferecer tratamento emergencial a Maluf, caso seja solicitado.

“A prisão domiciliar humanitária só tem lugar nas estritas hipóteses em que o apenado não possa receber tratamento no interior do presídio”, escreve Aielo em sua decisão. “Há prova mais que suficiente que esta não é o caso”, completa.

O juiz ainda enumerou os casos de doentes que se encontram encarcerados na Papuda. São, escreve, “485 hipertensos, 4 cardiopatas e 7 cadeirantes”, entre outros. Além disso, são 144 os presidiários idosos no local.

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