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Conhecido por ter tatuado o nome de Temer no braço, político foi condenado por abuso de poder econômico e gastos ilícitos em campanha eleitoral

Deputado Wladimir Costa também se envolveu em um escândalo de abuso
Reprodução/Facebook
Deputado Wladimir Costa também se envolveu em um escândalo de abuso

O deputado federal Wladimir Costa (SD-PA) foi condenado nesta terça-feira (19) pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) por abuso de poder econômico e gastos ilícitos na campanha eleitoral de 2014.

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Apesar das acusações do relator, o desembargador Roberto Gonçalves de Moura, ter sido apoiada por unanimidade pelos juízes presentes, Wladimir Costa , que ficou conhecido por ter aparecido com uma tatuagem da palavra “Temer” no ombro direito, ainda poderá recorrer junto ao Tribunal Superior Eleitoral.

De acordo com o TRE-PA, a decisão determina a cassação do mandato do deputado, além de deixa-lo ilegível por oito anos.

No ano passado, o “deputado da tatuagem” já havia sido condenado à perda de mandato pelo TER-PA. Na época, a Corte julgou a arrecadação e gastos ilícitos em sua campanha eleitoral. Costa declarou que gastou R$ 642.457,48 durante a campanha para a Câmara Federal.

Porém, de acordo com o MPE, o candidato deixou de declarar R$ 149.950 em despesas de material gráfico, além de mais de R$ 100 mil em gastos entre julho e setembro de 2014, que não estão registrados na prestação de contas. A defesa do político recorreu da decisão.

Acusação de abuso

Em agosto, O PSB apresentou uma representação no Conselho de Ética da Câmara contra o deputado Wladimir Costa (SD-PA) por quebra de decoro parlamentar, após ser  acusado de ter cometido abuso sexual contra a jornalista Basília Rodrigues, da rádio "CBN" .

Segundo o relato de Basília, Wladimir Costa havia saído de um jantar na casa do vice-presidente da Câmara , Fábio Ramalho (PMDB-MG), no dia 1º de agosto, quando foi questionado pela jornalista sobre a veracidade da polêmica tatuagem no ombro com o nome do presidente Michel Temer (PMDB); ela teria pedido para que a mostrasse, para provar que não era de henna , como afirma alguns tatuadores profissionais. Ao responder à repórter, o parlamentar disse: "para você, só se for o corpo inteiro”.

“Nude”

No mesmo mês, durante a votação que decidiu pela rejeição da denúncia da PGR contra o presidente, Costa foi flagrado em uma conversa pelo celular,  na qual pedia a uma mulher que lhe enviasse fotos íntimas. Em entrevista à “Rádio Jornal”, de Pernambuco, o parlamentar se justificou a respeito do pedido.

Segundo ele, a pessoa com quem ele conversava é uma repórter que também lhe pedia para que mostrasse a tatuagem com o nome de Temer.

Costa afirmou ainda que a profissional estava querendo “induzi-lo” a mostrar o corpo durante a votação na Câmara. “Se eu fizesse essa loucura, eu incorreria na quebra do decoro parlamentar”, disse Costa. O deputado , então, pediu que a jornalista mandasse “nudes”, ao invés dele. “Mostra tua bunda mostra afinal não são suas profissões que destacam como mulher é sua bunda. Vai lá põe aí garota [ sic ].”

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