Funaro é autorizado a cumprir prisão domiciliar em sítio que tem quadra de tênis

Autor de denúncias que embasaram denúncia contra Temer, doleiro ficará em imóvel de alto padrão que conta até com quadra de tênis; sem tornozeleiras eletrônicas disponíveis, Funaro será monitorado por câmeras
Foto: Reprodução/JFDF
Preso desde julho do ano passado, doleiro Lúcio Funaro ganhou hoje o direito de deixar a Papuda

O lobista Lúcio Funaro ganhou nesta terça-feira (19) autorização para deixar a Penitenciária da Papuda, em Brasília, e cumprir prisão domiciliar num sítio de Vargem Grande Paulista, no interior de São Paulo.

Leia também: Entenda aqui os principais pontos da delação do lobista Lúcio Funaro

Responsável por converter os mandados de prisão preventiva contra o doleiro, o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, determinou que Lúcio Funaro fosse monitorado com o uso de tornozeleira eletrônica. Uma vez que o equipamento está em falta, o próprio lobista sugeriu que fossem instaladas câmeras em seu imóvel para que o juízo de Brasília possa acompanhar sua movimentação.

O juiz Vallisney cobrou então que Funaro providencie o envio do mapa de cobertura das câmeras que serão instaladas em seu sítio até o dia 2 de janeiro. O lobista precisará também remeter à Justiça, mensalmente, o registro de todos os equipamentos de monitoração.

A transferência de Funaro para longe da Papuda, onde ele esteve preso desde julho do ano passado, será efetivada pela Polícia Federal. A corporação não antecipa datas de deslocamentos de presos.

Quem é Funaro

Autor de uma série de acusações que embasaram a  denúncia oferecida ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente Michel Temer e outros peemedebistas, Funaro ganhou o direito à prisão domiciliar por conta dos benefícios previstos em seu acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República.

Na Justiça Federal em Brasília, ele responde a ação penal da Operação Sépsis que apura desvios de fundos de investimentos controlados pela Caixa Econômica Federal. Ele também foi o pivô de processo contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima , que é acusado de ter pressionado a esposa do doleiro para tentar evitar que Funaro assinasse acordo de delação.

O sítio para onde Lúcio Funaro se mudará conta com um heliponto, grande área verde e até mesmo uma quadra de tênis. Mas o antigo operador financeiro de Eduardo Cunha (PMDB) precisará torcer para seus advogados terem alguma prática no esporte: isso porque o doleiro está proibido de receber visitas de amigos no local.

Leia também: STF desmembra ação contra quadrilhão do PMDB, mas veta envio de processo a Moro

Foto: Reprodução/Google Earth
Sítio de Lúcio Funaro no interior de São Paulo conta com heliponto e até quadra de tênis


Link deste artigo: https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2017-12-19/lucio-funaro.html