Temer se diz revolucionário e critica 'oposição feroz' que o chama de 'golpista'

Para o peemedebista, se a situação brasileira se repetisse nos EUA, ninguém chamaria o então vice-presidente de golpista após assumir a chefia do Estado
Foto: Alan Santos/PR - 8.12.17
Michel Temer disse que enfrentou 'oposições ferozes' e que tem levado a frente uma agenda 'revolucionária' de reformas

O presidente da República, Michel Temer, disse que, ao ser chamado de 'golpista', enfrentou "oposições ferozes" ao longo do seu governo. Porém, mesmo assim, o peemedebista afirma ter levado a frente uma agenda de reformas em prol de uma "revolução" na política administrativa e economia do País. 

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“Estamos falando de um governo que tem pouco mais de um ano e meio com todas as oposições, digamos assim, ferozes, que foram realizadas ao longo desse período. A primeira delas, me recordo, foi dizer que teve um golpe”, disse Michel Temer .

Para desqualificar tal argumento, Temer comparou o cenário político brasileiro com um hipotético nos Estados Unidos . "Se, nos Estados Unidos, se dissesse que quando o vice assume a Presidência face a um eventual impedimento do presidente, isto é um golpe, qualquer americano ficaria corado. Mas aqui não, havia uma certa desfaçatez”, disse ele.

As declarações de Temer foram feitas durante um evento do PMDB, nesta segunda-feira (18).  Na ocasião, ele aproveitou para voltar a defender a reforma da Previdência – que teve a votação adiada para 2018 – e dizer que já está na agenda do governo a simplificação tributária.

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Ainda em seu discurso, o presidente chegou a citar as próximas eleições, em outubro de 2018, e a dizer que quem for candidato à Presidência da República e se propuser a fazer um governo de reformas, terá marcado na sua campanha a tese do PMDB.

O presidente falou sobre o documento Ponte para o Futuro, construído pelo partido, apresentado após as últimas eleições, e reforçou que ao chegar o poder, o PMDB implementou as mudanças propostas.

“Foi a primeira vez que o PMDB chegou ao poder com um programa determinado. Claro que não se esperava chegar ao poder, foi uma questão político-institucional que trouxe o PMDB à Presidência da República. Pela primeira vez você leva um programa de governo que está sendo seguido à risca”, disse.

Moreira Franco e Padilha

O ministro da Secretaria-geral da Presidência, Moreira Franco, abriu o evento do PMDB e defendeu que o legado do governo do presidente Temer seja mantido para completar o ciclo de desenvolvimento o país. “As medidas tomadas são aquela que estão nos levando e nos levarão inevitavelmente ao século 21, garantindo direitos, liberdades e sobretudo emprego e renda”, disse.

Moreira disse que “precisamos mobilizar todo esse capital que temos para garantir que as conquistas que obtivemos agora e que vamos obter ao longo deste ano possam se projetar no futuro, completando o ciclo de transformação econômica, social e política que nosso partido iniciou há mais de 50 anos”.

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A exemplo do presidente Michel Temer, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, voltou a defender a reforma previdenciária. “Nós superamos a crise e estamos dando condições de crescimento e de geração de emprego. Mas temos ainda um grande desafio, a reforma da Previdência”, disse.

* Com informações da Agência Brasil.

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