Ex-presidente e seu filho são acusados pelos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo a compra de caças

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será interrogado no dia 20 de fevereiro de 2018 em ação da Operação Zelotes
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Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será interrogado no dia 20 de fevereiro de 2018 em ação da Operação Zelotes

O juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara do Distrito Federal, marcou para o dia 20 de fevereiro de 2018 os interrogatórios do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu filho Luiz Cláudio, na ação penal na qual ambos são réus na Operação Zelotes, da Polícia Federal (PF).

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou Lula e o filho pelos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa, sob a acusação de integrarem um esquema que vendia a promessa de interferências no governo federal para beneficiar empresas .

Segundo a denúncia feita pelo Ministério Público Federal e aceita no fim de 2016, as investigações constataram que o ex-presidente, seu filho Luís Cláudio e os consultores Mauro Marcondes e Cristina Mautoni atuaram em negociações irregulares no contrato de compra dos caças suecos Gripen e também em uma medida provisória para prorrogar os incentivos fiscais para montadoras de automóveis. De acordo com o MPF, Luís Cláudio teria recebido R$ 2,5 milhões da empresa dos consultores.

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Nesta ação, o ex-presidente é acusado dos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A Justiça Federal apura a suspeita de que o petista e seu filho Luís Cláudio “integraram um esquema que vendia a promessa” de interferências no governo federal para beneficiar empresas.

Na época, a defesa do ex-presidente rebateu as acusações, afirmado que os réus não participaram ou tiveram conhecimento dos atos de compra dos caças suecos e que acusá-los de ter interferido no processo significa “atacar e colocar em xeque as Forças Armadas e todas as autoridades que acolheram o parecer emitido por seus membros”.

Além do ex-presidente  e seu filho, são réus neste processo os consultores Mauro Marcondes Machado e Cristina Mautoni, donos da Marcondes e Mautoni Empreendimentos, empresa que representava os interesses do Grupo Caoa (distribuidor brasileiro das marcas Subaru e Hyundai) e da MMC Automotores (Mitsubishi do Brasil).

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Defesa

A defesa do ex-presidente sustenta que Lula e seu filho não participaram ou tiveram conhecimento dos atos de compra dos caças suecos. Segundo os advogados, a investigação tramitou no Ministério Público de forma oculta e sem acesso à defesa.

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