Deputado federal do PMDB é um dos principais nomes aliados a Temer e a Cunha na Câmara; ele substituirá tucano Imbassahy na articulação política

Marun se destacou por seu trabalho interno pelo arquivamento das duas denúncias da PGR contra Michel Temer
Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil
Marun se destacou por seu trabalho interno pelo arquivamento das duas denúncias da PGR contra Michel Temer

O nome de Carlos Marun (PMDB-MS) foi confirmado para a Secretaria de Governo na noite deste sábado (9) pelo Palácio do Planalto. O presidente Michel Temer convidou o deputado federal para a vaga hoje ocupada por Antonio Imbassahy (PSDB-BA).

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O deputado tucano deixa a Secretaria, após entregar uma carta de demissão a Temer na última sexta-feira (8). Desse modo, ele entrega o cargo a Marun – que toma posse na próxima quinta-feira (14). Imbassahy esteve na convenção nacional do PSDB ontem, onde afirmou ter a sensação de deixar o governo com “o dever cumprido”, também reiterando seu compromisso para com a reforma da Previdência, que deve ser votada em plenário na Câmara dos Deputados no dia 18.

E não é de hoje que o nome do deputado vem sendo especulado para o governo Temer. No dia 22 de novembro, o Palácio do Planalto chegou a anunciar pelas redes sociais que ele tomaria posse junto de Alexandre Baldy, agora ministro das Cidades, porém a publicação foi apagada logo em seguida. Desse modo, desde então, a saída do tucano já era esperada, sendo considerada apenas “uma questão de tempo”.

Novo secretário, velho 'amigo'

Polêmico, o deputado peemedebista foi o principal nome da 'tropa de choque' de Eduardo Cunha na Câmara, inclusive na votação que culminou na cassação do mandato do ex-presidente da Casa. Ele esteve entre os dez deputados que votaram contra a perda do mandato de Cunha (450 votaram a favor) e foi o único a utilizar a tribuna da Casa para defender o colega. Depois de preso, Cunha ainda recebeu visitas suas em Curitiba.

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Ainda na lista dos "feitos" do deputado do Mato Grosso do Sul , está o destaque de seu trabalho interno pelo arquivamento das duas denúncias da Procuradoria-Geral da República contra Temer. Inclusive, quando a segunda denúncia foi derrubada, Marun 'esnobou' a oposição e chegou a fazer uma 'dancinha da pizza' no plenário da Câmara em comemoração ao resultado.

'Dança das cadeiras' e a Previdência

Com a nomeação de Marun e o consequente afastamento do PSDB em mais uma pasta importante do governo, partidos como PP, PSD, PR, PTB, PSC – além do próprio PMDB –comemoram e 'se acalmam', aumentando as chances do Planalto conseguir aprovar a reforma da Previdência, uma vez que havia uma pressão do núcleo para que Imbassahy fosse afastado do cargo.  

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*Com informações da Agência Brasil

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