PSDB decide na próxima semana se fecha questão sobre reforma da Previdência

Eleito presidente nacional do partido neste sábado (9), Alckmin optou por tom cauteloso ao ser questionado sobre a decisão que o partido tomará

O governador de São Paulo e novo presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, disse durante a convenção do partido que convocará uma reunião da Executiva Nacional e da bancada tucana na Câmara na próxima semana para definir o posicionamento do partido na votação da reforma da Previdência. Eleito neste sábado (9), o tucano adotou um tom cauteloso ao se referir à decisão que o partido tomará.

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"Pessoalmente, sou favorável à reforma da Previdência. Já a fiz, em 2011, em São Paulo. A minha posição pessoal é pelo fechamento de questão, mas essa não é uma decisão só da executiva do partido. É também da bancada. Acho que o caminho agora é o caminho do convencimento", afirmou Alckmin, escolhido novo presidente do  PSDB  com 470 votos a favor, três contrários e uma abstenção .

Foto: Divulgação/PSDB - 9.12.17
Para Geraldo Alckmin, novo presidente do PSDB, momento é de convencimento em relação à reforma da Previdência

Quando uma legenda fecha questão sobre um determinado tema, os parlamentares que não acompanham a decisão da executiva podem sofrer penalidades, como suspensão das atividades partidárias ou até mesmo a expulsão. Nesta semana, PMDB e PTB fecharam questão a favor da aprovação da proposta do governo para a reforma da Previdência.

Na 14ª Convenção Nacional do PSDB, outros líderes do partido também se posicionaram a favor da reforma. Para Alberto Goldman , que até a eleição realizada neste sábado ocupava a presidência interina do partido, defendeu a proposta realizada pelo governo de Michel Temer. Goldman, no entanto, não deixou claro se o partido permanecerá na base aliada do governo. O assunto não foi discutido de forma oficial durante o evento.

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Para o senador Aécio Neves (MG), que ocupava o cargo de líder nacional do partido até maio, quando pediu afastamento, o partido deve apoiar o projeto do governo. "Pior do que vir a reforma da Previdência sem os votos do PSDB é vê-la não aprovada pela ausência dos votos do PSDB", afirmou. O senador foi vaiado ao entrar no auditório em que a convenção foi realizada e ficou menos de uma hora no local.

* Com informações da Agência Brasil.

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