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Ex-presidente petista se encontrou com Cristina Kirchner na capital argentina um dia antes da viagem de Temer ao país; entenda o motivo

Dilma Rousseff se encontra com Cristina Kirchner em Buenos Aires um dia antes de viagem de Temer à Argentina
Reprodução/Twitter
Dilma Rousseff se encontra com Cristina Kirchner em Buenos Aires um dia antes de viagem de Temer à Argentina

A ex-presidente da República, Dilma Rousseff, passou a tarde deste sábado (9) em Buenos Aires, na Argentina. A viagem teve como foco um encontro com a senadora e ex-presidente Cristina Kirchner , que responde em seu país pelas acusações de obstrução de Justiça, enriquecimento ilícito, especulação com o dólar e lavagem de dinheiro.

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Para Dilma Rousseff , Cristina é vítima e sofre 'assim como ela e o presidente Lula' do "uso da lei e da máquina judiciária como arma política contra adversários". Uma estratégia que, de acordo com a petista, visa o desgaste político e a intimidação.

"Vim trazer minha solidariedade e conversar com a ex-presidenta da Argentina, uma amiga querida de muitos anos", disse Dilma . "Cristina é uma líder política forte e uma guerreira incansável na defesa dos interesses do povo argentino. Ela está disposta e firme em resistir. Como todos nós", ressaltou.

"Tratamos de discutir a estratégia de combate ao sistemático lawfare – o uso da lei e da máquina judiciária como arma política contra adversários – a que vários líderes políticos, como ela, eu e o presidente Lula, estão sendo submetidos na América Latina, num esforço de desgaste permanente e intimidação", afirmou.

O encontro das ex-presidentes teve até foto divulgada nas redes sociais da petista neste sábado.

Temer – também – vai a Buenos Aires

A viagem de Dilma acontece um dia antes da de Michel Temer, que vai, neste domingo (10), à capital argentina para participar da 11ª Reunião Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC).

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A grande expectativa para o encontro é a conclusão do acordo de comércio entre Mercosul e União Europeia. No entanto, os pontos mais sensíveis das negociações entre os blocos, a carne e o etanol, devem ficar de fora do acordo.

A sessão de abertura do encontro da OMC está marcada para as 16h pelo horário local (17h no horário de Brasília). Antes, está previsto um encontro entre representantes do Mercosul para tratar das propostas apresentadas pela União Europeia. Após a sessão de abertura, representantes dos dois blocos sentarão à mesa para acertar as bases do acordo.

“A ideia é que o acordo possa ser dado como concluído em Buenos Aires a depender do que for a oferta final da União Europeia”, disse o subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty (SGEF), embaixador Carlos Márcio Cozendey, em entrevista concedida esta semana. 

Segundo Cozendey, como houve progressos na assinatura de acordos comerciais após as reuniões de ministros da OMC em Bali e Nairóbi, a expectativa, agora, é de “pouco avanços” em temas importantes para o Brasil, como subsídios agrícolas, comércio eletrônico e facilitação de investimentos, por exemplo.

“A reunião de Buenos Aires vai ter que dar a orientação sobre como continuar a discussão de vários desses temas. A expectativa não é de ter grandes inovações, como houve em Bali e Nairóbi, mas que a OMC possa se organizar na continuação da discussão de todos esses temas”, afirmou.

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O presidente Temer embarca às 13h20 para a Argentina, participa da sessão de abertura 11ª Reunião Ministerial da OMC e retorna ao Brasil às 22h30 (horário de Brasília). A assessoria de Dilma Rousseff não informou quando e se ela já voltou da Argentina.

* Com informações da Agência Brasil.

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