Afirmação aconteceu durante entrega de residências em Limeira, no interior de São Paulo; partidos podem fazer aliança para eleição presidencial de 2018

Michel Temer e Geraldo Alckmin estiveram juntos durante entrega de residências em Limeira neste sábado (2)
Marcos Corrêa/PR
Michel Temer e Geraldo Alckmin estiveram juntos durante entrega de residências em Limeira neste sábado (2)

Em meio às discussões sobre a permanência do PSDB na base aliada do governo,  Geraldo Alckmin disse a Michel Temer que o presidente pode contar com o partido. As afirmações foram feitas durante a entrega de moradias na cidade de Limeira, interior de São Paulo, neste sábado (2).

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"Quero dizer ao presidente Temer que conte conosco, a boa política é buscar entendimento, entendimento para resolver os problemas do Brasil e melhorar a vida das pessoas", afirmou o governador de São Paulo após conversar com Michel Temer no palanque.

O principal motivo pelo qual o presidente tem interesse na permanência do PSDB em sua base aliada é a aprovação da reforma da Previdência. Além disso, uma possível aliança entre PSDB e PMDB na eleição presidencial do próximo ano também não está descartada. Neste caso, Alckmin seria o candidato escolhido. Em convenção nacional que acontece no próximo dia 9, o governador de São Paulo deve ser anunciado como o novo comandante de seu partido.

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Uma declaração do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, na última quarta-feira (29), foi de encontro ao que disse Geraldo Alckmin neste sábado. Padilha havia afirmado que o PSDB já não estaria mais na base do governo. Ele disse ainda que Alckmin teria apoio do PMDB nas eleições apenas se defendesse o governo Temer. 

Já o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, que também é do PSDB , menteve a linha defendida por Alckmin durante a entrega das casas em Limeira. Nunes, na última quinta-feira (30), havia afirmado que o partido não tinha rompido com o governo atual.

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Aprovação da reforma da Previdência

Durante o evento, Michel Temer ainda afirmou que o governo vai verificar se tem o apoio necessário para a aprovação da reforma "até quinta ou sexta-feira". "Vamos fazer o possível e o impossível para poder aprovar. Teremos reunião com o presidente da Câmara e do Senado, que estão entusiasmados. Entusiasmados em nome do Brasil", afirmou o presidente.

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