Passageira ironizou o líder do governo no Senado citando "grande acordo nacional"; equipe do peemedebista chama autora do vídeo de "agressora"

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), tentou tomar o celular das mãos de uma passageira ao ser filmado e hostilizado durante um voo comercial. O vídeo que registra o episódio foi publicado na noite dessa quinta-feira (29) pela sua autora, a assistente social Rúbia Sagaz, e já teve mais de 500 mil visualizações.

Assista ao vídeo abaixo:


Na gravação, a passageira aborda  Romero Jucá questionando-o sobre o "grande acordo nacional, com Supremo, com tudo", numa referência a diálogo gravado entre o senador e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado . A conversa acerca de um suposto "pacto" para "estancar a sangria" da Operação Lava Jato culminou na primeira crise política do governo Michel Temer e resultou na queda precoce de Jucá do posto de ministro do Planejamento,  ainda em maio de 2016.

O senador passa a questionar se a passageira é petista e, irritado diante da discussão que se inicia, Jucá levanta abruptamente para tentar arrancar o aparelho celular das mãos de Rúbia. "Não me agride", alerta a passageira. Outras pessoas que estão no voo se manifestam diante da reação de Jucá e o senador decide se conter.

Rúbia, no entanto, segue indagando o peemedebista sobre o "acordo" para aprovar a reforma da Previdência, citando ainda a reforma trabalhista e a PEC do Teto de Gastos – dois projetos já aprovados pelo governo. A passageira é aplaudida pelos demais ocupantes do voo.

"Estamos recuperando o Brasil", responde Jucá. "Vocês quebraram o Brasil", completa o senador.

A equipe que assessora o peemedebista informou que a "agressora" já foi identificada e que o senador irá avaliar se tomará alguma medida em relação ao episódio. Já Rúbia escreveu em seu Facebook que "lavou a alma" ao confrontar o senador.

Romero Jucá já foi  denunciado ao menos três vezes por fatos investigados nas operações Lava Jato e Zelotes. O líder do governo no Senado também é alvo de outras investigações que ainda não resultaram denúncias, como a que apura a atuação do chamado ' quadrilhão do PMDB no Senado '.



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