Ex-ministro, foragido há quatro dias, recusa se entregar à Polícia Federal

Antônio Carlos Rodrigues é acusado de fazer parte do esquema que já resultou na prisão de Anthony e Rosinha Garotinho; advogados de defesa afirmam que ele ‘não se submeterá às mazelas do cárcere’
Foto: Reprodução/Twitter
Antônio Carlos Rodrigues é atual presidente do Partido da República (PR); a Polícia Federal não sabe seu paradeiro

Na última terça-feira (21), a  prisão dos ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho tomou conta dos noticiários. Eles se entregaram após a Justiça decretar a prisão dos dois em um esquema de corrupção eleitoral no estado do Rio de Janeiro . Mas um outro envolvido se recusa “categoricamente” a cumprir a ordem, o ex-ministro dos Transportes e atual presidente do Partido da República (PR), Antônio Carlos Rodrigues . Ele é considerado foragido há quatro dias, mas sua defesa informou que ele não pretende se entregar.

Para o jornal O Estado de S. Paulo, os advogados Bialski e Marcelo Bessa, que representam o foragido , afirmaram que "nosso cliente não se submeterá, por ora, às mazelas e humilhações do cárcere porque confia que as instâncias superiores reverterão esta arbitrária medida. Ele nunca fugiu às suas obrigações e nem o fará". A Polícia Federal, responsável por prendê-lo, não sabe o paradeiro de Rodrigues.

Durante a semana, a defesa do ex-ministro entrou com pedidos de liberdade nos Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas até este sábado (25) eles ainda não foram analisados. 

De acordo com informações da TV Globo, o Ministério Público Eleitoral do Rio acusa Rodrigues de negociar com o frigorífico JBS o pagamento de propinas para financiar a campanha eleitoral de Garotinho ao governo do Rio, em 2014. A denúncia surgiu a partir da delação dos irmãos Wesley e Joesley Batista e do executivo do grupo J&F, Ricardo Saud.

Segundo os advogados, seu cliente não estaria foragido, pois acreditam que "a medida preventiva é desproporcional, desnecessária e inexiste motivação para sua decretação e continuidade". Eles alegam que as Declarações Universal e Americana de Direitos Humanos é que amparam sua posição.

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Já acusado de corrupção

De São Paulo, Antônio Carlos Rodrigues foi vereador por três mandatos de 2001 a 2013 na capital paulista. Em 2012, ele e e outros vereadores foram acusados de participarem de um esquema para fraudar o ponto de presença das sessões da Casa.

De 2012 a 2014, ele serviu como senador suplente de Marta Suplicy, assumindo o cargo enquanto ela era ministra do Turismo. Em seguida, Rodrigues foi o último ministro dos Transportes do governo de Dilma Rousseff, de janeiro de 2015 a maio de 2016.

O atual foragido assumiu a presidência do PR em maio de 2016.

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