PGR defende liberdade de ex-assessor que acusa Geddel Vieira Lima

Para Raquel Dodge, Job Ribeiro Brandão tem contribuído para as investigações sobre os R$ 51 milhões em apartamento de ex-ministro
Foto: Divulgação/Polícia Federal
PGR afirma que o ex-assessor está colaborando com a apuração sobre a origem do dinheiro em apartamento de Geddel

O ex-assessor do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) Job Ribeiro Brandão teve um parecer favorável a sua liberdade expedido pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. A PGR enviou o documento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (24).

Brandão foi preso pela Polícia Federal (PF) após investigadores encontrarem suas digitais em sacos de dinheiro atribuídos ao ex-ministro Geddel Vieira Lima , irmão do parlamentar, mas ganhou o direito à prisão domiciliar, concedida pelo ministro Edson Fachin, do STF. No parecer, a PGR afirma que o ex-assessor pode aguardar o desfecho das investigações em liberdade, porque está colaborando com a apuração sobre a origem do dinheiro.

“Ele não apenas confessou sua participação nos fatos, como foi além, revelando supostos contextos criminosos, conexos aos investigados no Inquérito n°4633, até então desconhecidos pelos investigadores”. O ex-assessor foi ouvido pela MPF e pela Polícia Federal no último dia 14 de novembro. Segundo o parecer de Dodge, Job “teceu detalhes de uma suposta associação criminosa criada para ocultar valores milionários decorrentes de corrupção, organização criminosa e de peculato”.

Operação Cui Bono

Geddel foi preso preventivamente em 3 de julho , na Operação Cui Bono , por suspeita de que estaria agindo para atrapalhar as investigações. No dia 13 do mesmo mês, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região concedeu ao ex-ministro o direito de cumprir prisão domiciliar em sua residência, em Salvador.

No dia 8, o ex-ministro foi preso novamente em Salvador, e levado para o Complexo Penitenciário da Papuda, na capital federal, três dias após a PF ter encontrado os R$ 51 milhões em um apartamento de um amigo do político. O dinheiro apreendido já foi depositado em conta judicial.

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Segundo a Polícia Federal, parte do dinheiro seria resultante de um esquema de fraude na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal no período entre 2011 e 2013. Entre março de 2011 e dezembro de 2013, a vice-presidência de Pessoa Jurídica da instituição era ocupada por Geddel Vieira Lima . No último dia 20, a PGR defendeu que o ex-ministro continue preso.

* Com informações da Agência Brasil

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