Temer decide 'dança das cadeiras' e Imbassahy pode assumir Direitos Humanos

Mudanças em ministérios devem apresentar nomes de Imbassahy e do ex-ministro de Transportes de FHC, João Henrique Almeida Sousa; Temer se reuniu com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, no último fim de semana
Foto: Reprodução/Twitter Palácio do Planálto
Presidente Michel Temer, no Palácio da Alvorada, com Arthur Maia e Antonio Imbassahy, neste domingo (7)

Depois de se reunir por duas vezes com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no último fim de semana, o presidente Michel Temer ‘bate o martelo’ sobre as mudanças ministeriais no seu governo. O tucano Antonio Imbassahy, que hoje está na Secretaria de Governo, pode assumir a pasta de Direitos Humanos. As informações são do jornal Folha de S. Paulo .

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Imbassahy assumiria a pasta dos Direitos Humanos e, com sua saída do posto de articulador político do Planalto, quem deve assumir é o ex-ministro de Transportes, João Henrique de Almeida Sousa, que atualmente está na presidência do Conselho Nacional do Sesi. Contudo, Michel Temer estaria fazendo “cálculos eleitorais” antes de fechar esta indicação, segundo apuração da Folha .

Apesar de não ser candidato à reeleição, o peemedebista tenta fazer um movimento político para que tenha um papel importante em torno da campanha de centro-direita em 2018, que poderia defender as reformas de seu governo.

Com a aprovação de Maia, Michel Temer irá nomear ministro das Cidades o deputado federal Alexandre Baldy (Podemos-GO), substituindo o tucano Bruno Araújo (PE), que pediu demissão na semana passada.

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Desse modo, com o movimento de Imbassahy e Baldy no governo, o presidente teria de exonerar a tucana Luislinda Valois, que passaria o cargo na pasta dos Direitos Humanos a Imbassahy.

Demissão de tucano

O pedido de demissão de Bruno Araújo, ex-ministro das Cidades, na segunda-feira (13), trouxe à tona a saída de parte do PSDB ao governo de Temer. O partido apresenta uma racha entre aqueles que defendem o apoio ao peemedebista e outros que desejam a saída imediata da base aliada.

Na carta de demissão, o tucano agradece “a confiança” do presidente e o trabalho realizado na pasta assumida por ele logo após o impeachment de Dilma Rousseff. Além disso, Bruno Araújo apontou a “falta de apoio” do PSDB pela sua permanência como ministro de Michel Temer. “Agradeço a confiança do meu partido, no qual exerci toda a minha vida política, e já não há mais nele apoio no tamanho que permita seguir nessa tarefa. E de modo muito especial aos pernambucanos, na certeza que procurei, na nossa mais fiel tradição, desempenhar com zelo a minha missão, ajudando o País e meu querido Estado”.

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