Em depoimento à PF, ex-assessor de irmão de Geddel afirma ter destruído provas

Job Brandão prestou depoimento na terça, explicando participação nos desvios dos irmãos Lúcio e Geddel; a defesa do ex-secretário parlamentar protocolou documento em que demonstra interesse na delação premiada
Foto: Lúcio Bernardo Junior/ Câmara dos Deputados - 24.04.13
Deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) e ex-ministro Geddel teriam pedido destruição de provas para ex-assessor

O ex-assessor parlamentar Job Ribeiro Brandão , que trabalhava para o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão de Geddel, afirmou, em depoimento à Polícia Federal (PF), que os peemedebistas pediram para que ele destruísse documentos que poderiam servir para comprometê-los.  Brandão está em prisão domiciliar e tenta um acordo de delação premiada. As informações são da TV Globo.

Leia também: Raquel Dodge diz que Geddel Vieira Lima é 'lider de organização criminosa'

Job Brandão prestou depoimento à PF na última terça-feira (14), em que esclareceu sua participação nos desvios praticados por Lúcio e Geddel Vieira Lima. As declarações foram tomadas pelo delegado da operação Cui Bono?, Marlon Cajado, e pelo procurador do grupo da Lava Jato na Procuradoria-Geral da República, Hebert Mesquita, na capital baiana, Salvador.

No depoimento, o ex-assessor contou que ajudou a destruir os documentos a pedido dos irmãos e da mãe deles, Marluce. De acordo com ele, as provas teriam sido picotadas e jogadas em um vaso sanitário.

Neste sábado (17), a defesa do ex-secretário parlamentar protocolou um documento no Supremo Tribunal Federal (STF) no qual demonstra interesse de assinar o acordo de delação. “Verifica-se com clareza solar que o requerente não pretende se furtar à aplicação da lei penal, ao contrário, manifestou, espontaneamente, o desejo de colaborar com as investigações”, diz o advogado de defesa Marcelo Ferreira de Souza.

Leia também: Fachin decide desmembrar investigações envolvendo Geddel Vieira Lima e seu irmão

O ex-assessor foi preso em setembro deste ano, na operação Cui Bono?, depois que a Polícia Federal que encontrou R$ 51 milhões em um apartamento, em Salvador , usado como cofre pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima. As digitais dele foram encontradas no material.

Anteriormente, ele já havia protocolado uma petição no Supremo em que se comprometia a devolver aos parlamentares a maior parte de seu salário de servidor público.

Leia também: PF encontra emblema da OAS em mala de dinheiro do ex-ministro Geddel Vieira Lima

Ao Jornal da Globo , a defesa de Geddel e Lúcio Vieira Lima disse que só irá se manifestar sobre as declarações de Job Brandão quando tiver acesso aos documentos formais do depoimento.

Link deste artigo: https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2017-11-18/assessor-lucio-geddel.html