Juiz acata pedido da defesa de Lula e adia interrogatório em ação da Zelotes

Data da audiência do ex-presidente coincidia com o dia do encerramento de caravana em Belo Horizonte; petista deve ser ouvido no dia 3 de novembro
Foto: Divulgação/ Ricardo Stuckert
Caravana do ex-presidente Lula por Minas Gerais começou nesta segunda-feira (23) na cidade de Ipatinga

O juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara do Distrito Federal, acatou pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e transferiu para o próximo dia 3 de novembro o interrogatório do petista em uma ação em que ele é réu, na Operação Zelotes .

Anteriormente, o juiz federal havia marcado a audiência de Lula para o dia 30 de outubro, justamente o último dia da caravana do petista pelo estado de Minas Gerais. Agora o ex-presidente poderá realizar o ato de encerramento em Belo Horizonte, sem comprometer a agenda inicial.

A caravana do ex-presidente por Minas Gerais começou nesta segunda-feira (23) na cidade de Ipatinga, e nos próximos dias o petista deve percorrer cerca de 13 cidades mineiras.

Denúncia da Zelotes

Segundo a denúncia feita pelo Ministério Público Federal e aceita no fim de 2016, as investigações constataram que o ex-presidente, seu filho Luís Cláudio  e os consultores Mauro Marcondes e Cristina Mautoni atuaram em negociações irregulares no contrato de compra dos caças suecos Gripen e também em uma medida provisória para prorrogar os incentivos fiscais para montadoras de automóveis. De acordo com o MPF, Luís Cláudio teria recebido R$ 2,5 milhões da empresa dos consultores.

Nesta ação, o ex-presidente é acusado dos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A Justiça Federal apura a suspeita de que o petista e seu filho Luís Cláudio “integraram um esquema que vendia a promessa” de interferências no governo federal para beneficiar empresas.

Na época, a defesa do ex-presidente rebateu as acusações, afirmado que os réus não participaram ou tiveram conhecimento dos atos de compra dos caças suecos e que acusá-los de ter interferido no processo significa “atacar e colocar em xeque as Forças Armadas e todas as autoridades que acolheram o parecer emitido por seus membros”.

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Além do ex-presidente Lula e seu filho, são réus neste processo os consultores Mauro Marcondes Machado e Cristina Mautoni, donos da Marcondes e Mautoni Empreendimentos, empresa que representava os interesses do Grupo Caoa (distribuidor brasileiro das marcas Subaru e Hyundai) e da MMC Automotores (Mitsubishi do Brasil).

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