Por ter foro privilegiado, o governador de Minas Gerais não chegou a ser um dos oito indiciados na Operação Acrônimo; Pimentel considera 'perseguição'

Segundo investigações da Operação Acrônimo, Pimentel teria recebido R$ 1,5 milhão em caixa 2 para campanha de 2014
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil - 16.5.2011
Segundo investigações da Operação Acrônimo, Pimentel teria recebido R$ 1,5 milhão em caixa 2 para campanha de 2014

A Polícia Federal concluiu o inquérito da Operação Acrônimo – que investiga esquemas ilegais que teriam beneficiado a campanha eleitoral de Fernando Pimentel em 2014, quando ele se elegeu governador de Minas Gerais – e oito pessoas acabaram indiciadas. Entre elas, o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Luciano Coutinho e a primeira-dama de Minas Gerais Carolina Oliveira, mulher do governador mineiro.

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O relatório da Operação Acrônimo foi revelado neste domingo (22) pelo jornal O Globo . Pimentel, que é apontado pela PF como coordenador da "organização criminosa", não foi indiciado poque ele tem direito a foro privilegiado. 

A parte que diz respeito ao indiciamento de Pimentel foi encaminhada ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ), para apreciação do ministro Herman Benjamin. De acordo com as investigações da PF, foi concluído que o governador atuou com a ajuda de Coutinho para favorecer o Grupo Casino em sua fusão com o Grupo Pão de Açúcar.

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De acordo com a corporação, a Operação Acrônimo está focada em dois inquéritos policiais que apuram eventos distintos da investigação. Um deles refere-se à cooptação e pagamento de vantagens indevidas para que uma empresa de publicidade elaborasse campanhas educativas do Ministério da Saúde, do Ministério das Cidades e do Ministério do Turismo nos anos de 2011 e 2012.

Além de Coutinho e da esposa de Pimentel, foram indiciados o consultor Mario Rosa e o ex-diretor do grupo Casino Ulisses Kameyama.

Operação

A Operação Acrônimo foi instaurada para investigar esquemas ilegais que teriam beneficiado a campanha eleitoral de Pimentel em 2014, quando ele se elegeu governador de Minas Gerais . Segundo a PF, Pimentel é suspeito de cobrar vantagens ilegais de empresas durante o período em que comandou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, entre 2011 e 2014. Em troca, essas empresas seriam incluídas em políticas públicas ou conseguiriam obter empréstimos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, que era vinculado à pasta.

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* Com informações da Agência Brasil.

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