Juiz do DF amplia bloqueio de bens para toda a família Batista, dona da J&F

Decisão – que atinge 21 pessoas físicas e jurídicas, inclusive os irmãos empresários, seus pais e irmãs – foi tomada no âmbito da Operação Bullish
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil - 9.8.17
Membros da família Batista, Wesley e Joesley (foto) tiveram prisão decretada por crimes contra o sistema financeiro

O bloqueio de todos os bens da família Batista – responsável pelo grupo J&F – e de suas empresas foi determinado nesta sexta-feira (6). A decisão foi determinada pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, e foi tomada no âmbito da Operação Bullish , que investiga se o BNDES favoreceu ou não o grupo J&F em operações financeiras.

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Tal decisão atinge, ao todo, 21 pessoas físicas e jurídicas, incluindo os irmãos Wesley e Joesley Batista. Estão na lista da família Batista também o pai dos empresários, José, a mãe Flora, e os demais irmãos João, Viviane, Wanessa e Valeria. 

Em relação às empresas, se incluem no bloqueio, por exemplo, a J&F Investimentos e a J&F Participações. A decisão do juiz foi enviada para o Banco Central e repassada, nesta sexta, para todos os bancos brasileiros. 

Outros bloqueios

Em junho, o empresário Joesley Batista teve R$ 800 milhões de suas contas bloqueados pela Justiça Federal em São Paulo. A decisão liminar foi tomada pelo juiz Tiago Bitencourt De David, da 5ª Vara Federal Cível, no último dia 30 de maio, como parte da ação que investiga o empresário por suposto uso de informação privilegiada.

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No mês seguinte, porém, a Justiça Federal determinou o desbloqueio do valor alegando que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estava analisando as condutas mencionadas e que não se fazia "necessária a incursão do Poder Judiciário no assunto, pois inocorre omissão estatal a ser sanada. Pelo contrário, revela-se prudente aguardar o desenrolar da investigação da CVM para que se tenha mais dados sobre o ocorrido”.

A Justiça já também já tinha determinado o bloqueio de R$ 60 milhões da família Batista. No entanto, a Polícia Federal argumentou, na ocasião, que os valores retidos eram muito inferiores ao suposto prejuízo de R$ 1,2 bilhão que os irmãos Joesley e Wesley Batista causaram ao BNDESPar – divisão de investimento em participações em empresas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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