Delator afirma que o presidente – na época, vice – realizou um telefonema para avalizar pagamentos de cerca de R$ 1,5 milhão para a campanha do então candidato peemedebista à prefeitura da São Paulo; entenda a delação

Michel Temer e o peemedebista Gabriel Chalita estavam juntos no casamento de Joesley Batista em 2012
Divulgação
Michel Temer e o peemedebista Gabriel Chalita estavam juntos no casamento de Joesley Batista em 2012

O operador financeiro Lúcio Bolonha Funaro acusou, em seu acordo de delação premiada, o presidente da República, Michel Temer, de ter sido o responsável por autorizar um repasse de caixa dois para pagamentos da campanha de Gabriel Chalita , candidato do PMDB à prefeitura de São Paulo em 2012.

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De acordo com o jornal Folha de S.Paulo , que divulgou a informação, Funaro teria presenciado um telefonema de Michel Temer em que o presidente – na época, vice – avalizava os pagamentos mediante liberação de créditos da Caixa Econômica Federal para terceiros.

Ainda segundo Funaro , Henrique Constantino, empresário da Gol, teria pedido ao operador financeiro uma prova de que era Temer o responsável por pedir o dinheiro para a campanha de Chalita. Por conta disso, teria ocorrido o telefonema,

Apresentada pelo operador à polícia, uma planilha mostrou os pagamentos de cerca de R$ 1,5 milhão para a campanha eleitoral do então candidato do PMDB à prefeitura de São Paulo. O valor teria sido creditado a um tal de Hugo. 

Este, segundo a Folha , seria Hugo Fernandes da Silva Neto, apontado como intermediário na negociação de Funaro e Constantino.

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Além de Chalita, em sua delação premiada, Lúcio Bolonha Funaro também teria citado Geddel Vieira Lima, Eduardo Cunha, Moreira Frando, Romero Jucá, Reinaldo Azambuja, Sérgio Soraes e Delcídio do Amaral como outros nomes beneficiados por pagamentos ilícitos.

Há dois dias, o jornal O Globo publicou também que Funaro acusou Temer de ter recebido propina de R$ 20 milhões, paga em horas de voo na campanha eleitoral de 2014, de um dos fundadores da Gol Linhas Aéreas em troca de apoio ao projeto de abertura do setor aéreo ao capital estrangeiros. De acordo com Funaro, a suposta propina teria sido paga em horas de voo na campanha eleitoral de 2014.

O que diz o presidente peemedebista

Em resposta às acusações, o presidente da República, Michel Temer negou, para o jornal, a existência de qualquer telefonema ilícito. Além disso, Temer disse ainda que tal “informação é totalmente falsa”. Por sua vez, Henrique Constantino declarou apenas, por meio de sua assessoria de imprensa, que “segue colaborando com as autoridades” nas investigações que dizem respeito à Operação Lava Jato.

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