Com a mesma estratégia de Joesley e Saud, advogados de ex-procurador da República querem ser ouvidos antes da decisão do ministro Edson Fachin

A defesa do ex-procurador da República, Marcelo Miller, entrou neste sábado (9) com um requerimento no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o pedido de prisão apresentado pela Procuradoria Geral da República (PGR) seja rejeitado. Em nota, os advogados informaram que o passaporte de Miller foi disponibilizado ao Supremo, assim como fizeram a defesa dos executivos da J&F, Joesley Batista e Ricardo Saud.

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Os advogados também pediram que a defesa seja ouvida antes da decisão do ministo do STF, Edson Fachin. Logo após o término do depoimento de Marcelo Miller à PGR, os advogados André Perecmanis e Paulo Klein, responsáveis pela defesa do ex-procurador voltaram a criticar o pedido de prisão expedido pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, e disseram estranha que tenha sido apresentado no mesmo dia do depoimento.

Advogados de Marcelo Miller voltaram a criticar pedido de prisão expedido pelo procurador-geral, Rodrigo Janot
Divulgação/MP
Advogados de Marcelo Miller voltaram a criticar pedido de prisão expedido pelo procurador-geral, Rodrigo Janot

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"Dez horas de depoimento para já ter um pedido [de prisão] pronto? Então para quê esse depoimento? Se o procurador-geral fez o pedido de prisão, para que pediu para ele [Miller] ser ouvido? As declarações dele [Miller] não interessam ao Ministério Público?", disse Perecmanis. O ex-procurador é suspeito de ter agido ilegalmente a favor da J&F durante o processo de colaboração premiada.

Pedido de prisão

Janot solicitou no final da noite de sexta-feira (8) ao STF a prisão do empresário Joesley Batista, do ex-executivo da J&F, Ricardo Saud, e do ex-procurador, Marcelo Miller. A prisão foi solicitada a Fachin, relator das investigações da J&F no Supremo, após o procurador concluir que os colaboradores esconderam do Ministério Público fatos criminosos que deveriam ter sido contados nos depoimentos.

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A PGR também suspeita que Marcelo Miller tenha atuado como "agente duplo" durante o processo de delação premiada. Na nota, a defesa nega as acusações. "O ex-procurador nunca atuou como intermediário entre o grupo J&F ou qualquer empresa e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ou qualquer outro membro do Ministério Público Federal".

* Com informações da Agência Brasil.

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