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Robinson Faria foi o principal alvo da Operação Anteros; político é suspeito de efetuar contratações fraudulentas quando era deputado estadual

Governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria foi o principal alvo da Operação Anteros, da PF
Reprodução/Facebook
Governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria foi o principal alvo da Operação Anteros, da PF

O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), negou por meio de nota que tenha participado de qualquer irregularidade durante o período em que atuou como deputado estadual. O político é o principal alvo da Operação Anteros, que foi deflagrada na manhã desta terça-feira pela Polícia Federal .

Por meio de nota enviada à imprensa, o advogado José Luis Oliveira Lima, que defende o governador do Rio Grande do Norte , afirmou que o político sempre esteve à disposição das autoridades para prestar qualquer esclarecimento considerado necessário à apuração da suspeita de fraudes na contratação de funcionários da Assembleia Legislativa do Estado a partir de 2006, quando Faria presidia o parlamento.

O advogado, que alegou desconhecer os autos do processo, acrescentou que o governador discorda da maneira como a Polícia Federal atuou na operação. Entretanto, garante que Faria respeita o Poder Judiciário e confia no rápido “restabelecimento da verdade”.

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Durante a operação, também foram apreendidos documentos e objetos em dois imóveis residenciais pertencentes ao governador. Além disso, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na sede do governo no centro administrativo estadual e na Assembleia Legislativa. Dois auxiliares de confiança do chefe do Executivo, Adelson Freitas dos Reis e Magaly Cristina da Silva, foram presos em caráter temporário. Magaly ingressou para trabalhar na Assembleia Legislativa a convite de Robinson Faria . Já Adelson continua trabalhando no gabinete do governador.

Dama de espadas

Além da suspeita de fraudes na contratação de funcionários da Assembleia Legislativa, Faria também é investigado pela suposta tentativa de comprar o silêncio de um dos delatores da Operação Dama de Espadas, deflagrada em agosto de 2015 para apurar se houve irregularidades nas contratações de mão de obra.

Em maio, ao denunciar 24 pessoas investigadas na Operação Dama de Espadas, o Ministério Público afirmou que os desvios dos cofres da Assembleia Legislativa podem superar os R$ 5,5 milhões. Segundo as autoridades, os recursos públicos eram desviados por meio da inclusão de funcionários fantasmas na folha de pagamento da assembleia.

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Os onze mandados judiciais executados hoje foram autorizados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Como o processo corre em segredo de Justiça, a PF e o STJ não divulgaram mais detalhes sobre a operação deflagrada no Rio Grande do Norte.


* Com informações da Agência Brasil

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