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Denúncias contra o ex-governador são derivadas de um desdobramento da Operação Ponto Final, que investiga corrupção no transporte público do Rio

Sérgio  Cabral está preso desde o fim do ano passado, devido a investigações da Operação Lava Jato
Fabio Rodrigues Pozzebo/Agência Brasil
Sérgio Cabral está preso desde o fim do ano passado, devido a investigações da Operação Lava Jato

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu à Justiça duas novas denúncias contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). Ele já responde a 12 processos na Justiça Federal.

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As novas denúncias contra Sérgio Cabral são um desdobramento da Operação Ponto Final, que surgiu a partir de investigações da Lava Jato.

A Ponto Final investigou um esquema de corrupção no sistema de transporte público do Rio de Janeiro, envolvendo a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros (Fetranspor).

Segundo essas investigações do MPF, o ex-governador recebeu R$ 122,85 milhões em propina neste esquema. No total, foram movimentados cerca de R$ 260 milhões em propina em troca de benefícios às empresas de ônibus, de acordo com a investigação.

A Operação Ponto Final foi baseada nas delações premiadas do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado Jonas Lopes e do doleiro Álvaro Novis.

De acordo com as investigações, o esquema de corrupção envolvendo o transporte público rodoviário do Rio de Janeiro é um dos mais antigos no estado.

O MPF garante ainda que o esquema continuou beneficiando o ex-governador e a organização criminosa chefiada por ele mesmo após a saída do governo. Tal informação foi dada pelo procurador da República Eduardo El Hage e divulgada pela Globo News.

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Além de tudo, os investigadores chegaram à conclusão de que os valores desviados indevidamente eram encaminhados para Cabral como "prêmios" em troca de benefícios para as empresas de ônibus - como a concessão de reajustes nas tarifas.

Caixa dois

Há cerca de um mês, Cabral afirmou que receber doação de campanha por meio de caixa dois é uma prática disseminada em "todo o Brasil” e usada “por todos os partidos”. Para o peemedebista, o Brasil “é um país de muito pouca tradição democrática”.

Sérgio Cabral está preso desde o fim do ano passado, devido a investigações da Operação Lava Jato. O ex-governador do Rio de Janeiro é acusado de receber propina por obras durante a sua gestão à frente do governo do estado, entre 2007 e 2014. 

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* Com informações da Agência Brasil.

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