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Para o peemedebista, se todos os deputados que votaram a seu favor na questão da denúncia repetirem o ato, reforma será aprovada no plenário

Em sua fala sobre a Reforma da Previdência, o presidente tomou como base os 264 votos a seu favor nesta quarta
José Cruz/Agência Brasil - 6.4.2017
Em sua fala sobre a Reforma da Previdência, o presidente tomou como base os 264 votos a seu favor nesta quarta

Após conquistar vitória na votação sobre a admissibilidade da denúncia contra ele na Câmara dos Deputados, na última quarta-feira (2), o presidente da República, Michel Temer (PMDB), calculou, nesta quinta-feira (3), que terá apoio suficiente na Casa para a aprovação da reforma da Previdência. 

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Por ser uma proposta de emenda à Constituição, para a reforma da Previdência ser aprovada e seguir para o Senado, será necessária a aprovação de três quintos do total de deputados, ou seja, 308 votos. Em entrevista à rádio Band News , na tarde desta quinta, Temer mostrou otimismo e disse sentir-se “fortalecido” para aprovar a reforma.

“Eu me sinto fortalecido para isso, viu? Eu contei até praticamente 285 votos numa questão que foi discutida ontem [2] e, para aprovar a emenda da Previdência, são necessários 308 votos. Mas, de qualquer maneira, eu sei que muitos que votaram contra [mim] são a favor da reforma”, disse.

Em sua fala, o presidente tomou como base os 264 votos a seu favor, que rejeitaram a denúncia de corrupção passiva feita contra ele pela Procuradoria-Geral da República. Além disso, incluiu em seu cálculo os ausentes e as abstenções, que o favoreceram simplesmente por não terem se posicionado, completando 285 parlamentares.

Na sequência da entrevista, o presidente defendeu, mais uma vez, a sua proposta para a Previdência. “Nós vamos estabelecer uma reforma que é suave, é tranquila, é paulatina. E em 20 anos é que nós vamos vê-la implementada", afirmou.

"Se você não fizer uma reforma, ainda que suave, paulatina, vagarosa, como nós estamos fazendo, daqui a alguns anos você só terá dinheiro para pagar funcionário público e Previdência, nada mais”.

Liberação de emendas

Ainda na entrevista desta quinta-feira, o presidente Michel Temer contestou a crítica feita pela oposição de ele havia usado a liberação de verbas das emendas parlamentares a fim de conquistar votos   para conseguir barrar a denúncia que o acusava na Câmara.

Nos últimos dois meses que antecederam a votação, foi liberado mais de R$ 2 bilhões em emendas em cada mês, o que ultrapassa os montantes concedidos mensalmente desde o início do ano. Para Temer , os valores liberados para os deputados de oposição são muitas vezes maiores que os dos governistas.

“Quando o parlamentar em seu nome, ou em nome da bancada do seu estado, apresenta uma emenda até certos valores, ela necessariamente tem que ser paga. Daí o título de emenda impositiva”, explicou.

"Interessante. Muitas e muitas vezes dizem que nós liberamos mais emendas impositivas para os governistas, digamos assim, do que para os oposicionistas. Olhe, se eu mostrar para você e para os nossos ouvintes as verbas de emendas que foram entregues à oposição, você ficará espantado", declarou o peemedebista durante a entrevista.

O presidente completou afirmando que os oposicionistas “ficariam corados, vermelhos” se vissem a folha de pagamento de emendas para parlamentares contrários ao seu governo.

Leia também: Temer liberou mais verbas antes de votação na CCJ do que em todo o 1º semestre

Com a votação sobre a denúncia concluída, o foco do governo agora é acelerar a reforma da Previdência.

* Com informações da Agência Brasil.

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