Ex-secretário de Eduardo Paes é preso em desdobramento da Lava Jato no Rio

Operação Rio 40 graus investiga o recebimento de mais de R$ 30 milhões em propina em obras públicas durante a gestão do ex-prefeito do Rio de Janeiro
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil - 17.03.16
Operação investiga recebimento de mais de R$ 30 milhões em propina em obras durante gestão de Eduardo Paes

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (3), o ex-secretário municipal de obras do Rio de Janeiro nas duas gestões do ex-prefeito Eduardo Paes, Alexandre Pinto, em mais um desdobramento da Operação Lava Jato no estado. 

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Desde o início da manhã, os agentes da Polícia Federal estão nas ruas para cumprir 10 mandados de prisão, sendo nove mandados no Rio e um em Pernambuco. Batizada de "Rio, 40 graus", a operação investiga o recebimento de mais de R$ 30 milhões em propina em obras públicas durante a gestão de Eduardo Paes .

Em Pernambuco, Laudo Aparecido Dalla Costa Ziani, genro do ex-deputado Pedro Correa, foi preso. Outro alvo da ação é a advogada Vanuza Sampaio.

Além disso, a PF cumpre ainda um mandado de condução coercitiva contra o advogado Luciano Ramos Volk, na Vila Nova Conceição, bairro da zona sul de São Paulo.  Todos os mandados são expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ªVara Federal Criminal do Rio. 

Para dar sequeência à operação, os procuradores do Ministério Público Federal têm como base a delação da empreiteira Carioca Engenharia. De acordo com o investigado, houve pagamento de propina e desvio nas obras do corredor de ônibus Transcarioca, que custou R$ 2 bilhões, e da drenagem de córregos da Bacia de Jacarepaguá. Segundo consta nas investigações, o ex-secretário cobrava propina de 1% no valor das obras.

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Alexandre Pinto

O ex-secretário municipal de obras Alexandre Pinto foi citado na delação da engenheira Luciana Salles Parentes, que trabalhava na Carioca Engenharia. Segundo a delatora, ela tomou conhecimento da exigência de pagamento por meio de Antonio Cid Campelo, da OAS. Ela afirmou ainda que Pinto exigiu 1% do valor do contrato.

As investigações foram iniciadas há quatro anos e os presos serão indiciados por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O ex-secretário de Eduardo Paes começou no governo municipal em 1987, quando ingressou nos quadros como diretor da Coordenadoria Geral de Conservação (CGC). Ele também foi presidente da Rio-Águas e subsecretário de Águas Municipais, até chegar à Secretaria de Obras, onde assumiu a secretaria no segundo semestre de 2009.

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