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Segundo advogado, ex-deputado só responderá às perguntas da força-tarefa da Operação Cui Bono à Justiça de Brasília; defensor nega acordo de delação

Ex-deputado Eduardo Cunha prestou depoimento na sede da Polícia Federal em Curitiba
Reprodução/TV Globo
Ex-deputado Eduardo Cunha prestou depoimento na sede da Polícia Federal em Curitiba

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB)  foi levado nesta sexta-feira (14) à sede da Polícia Federal em Curitiba para depor sobre esquema de empréstimos irregulares da Caixa Econômica Federal, mas decidiu não responder às perguntas enviadas pela força-tarefa da Operação Cui Bono.

De acordo com o advogado que representa Eduardo Cunha no caso, Délio Lins e Silva, o peemedebista só irá se pronunciar sobre as investigações perante à Justiça Federal em Brasília, responsável pela ação penal baseada na Cui Bono.

Também são réus na mesma ação o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB), o lobista Lúcio Funaro, o empresário Alexandre Margotto, e o ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto. O ex-ministro Geddel Vieira Lima também é investigado no caso, mas ele não é réu.

Em entrevista concedida à TV Globo , o advogado Lins e Silva também negou as informações divulgadas pela imprensa de que o ex-deputado está negociando um acordo de delação premiada, que já teria cerca de cem anexos .

São apuradas na ação penal que tramita na Justiça do Distrito Federal denúncias de empréstimos ilegais concedidos a empresas por meio de fundos de investimento controlados pela Caixa. As empresas beneficiadas pelos aportes, entre elas marcas do grupo J&F – dos irmãos Wesley e Joesley Batista – pagavam propina a agentes públicos, de acordo com as investigações.

De acordo com os procuradores que atuam nas investigações, houve pagamento de propina a Cunha em decorrência da liberação de recursos do Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviçp ( FI-FGTS ).

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Visita de Cláudia Cruz

Cunha está preso desde outubro do ano passado em decorrência de ação penal da Operação Lava Jato. Condenado a 15 anos e 4 meses de prisão por esquema sobre a compra de um poço de exploração de petróleo pela Petrobras na África, o ex-deputado cumpre pena no Complexo Médico Penal em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, para onde foi transferido ainda em dezembro de 2016.

Uma vez que Eduardo Cunha foi levado pela manhã à Superintendência da Polícia Federal para prestar depoimento e as visitas no CMP de Pinhais ocorrem às sextas-feiras, foi autorizado que a esposa do peemedebista, Cláudia Cruz , fosse ver o marido na própria sede da PF em Curitiba. 

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