Indicada para a PGR, Raquel Dodge será sabatinada no Senado no dia 12

Caso a nomeação seja confirmada pelos senadores, jurista será a primeira mulher a ocupar o cargo de procuradora-geral da República no Brasil
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil - 27.7.2015
Se indicação for confirmada pelo Senado, Raquel Dodge irá substituir Rodrigo Janot no comando da PGR

Indicada pelo presidente Michel Temer (PMDB) para ocupar a chefia da PGR (Procuradoria-Geral da República), a jurista Raquel Dodge será sabatinada pelo senado no dia 12 de julho. Caso a nomeação seja aprovada pela Casa, ela irá assumir o cargo em setembro, no lugar de Rodrigo Janot.

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O senador Roberto Rocha (PSB-MA), relator da indicação de Raquel Dodge para a PGR , elogiou a escolha feita por Michel Temer para substituir Janot e mencionou a boa colocação da jurista na lista tríplice entregue ao presidente. “Na consulta informal realizada pela ANPR [Associação Nacional dos Procuradores da República], entre seus associados, Raquel Dodge recebeu enorme votação, com 587 votos dentre os 1108 votantes, sendo a segunda mais votada de todos os oito candidatos.”

A lista tríplice para escolha do procurador-geral da República foi criada em 2001, durante o governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Apesar de, tradicionalmente, o primeiro colocado ser nomeado para o cargo, o presidente não tem a obrigação de seguir a sugestão da ANPR. Desde 2003, entretanto, o nomeado é o mais votado pelos membros da associação.

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Nos bastidores, a escolha de Raquel Dodge já era dada como certa. Isso porque o primeiro colocado na lista tríplice, Nicolao Dino, defendeu a cassação da chapa Dilma-Temer durante julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Dino foi indicado por Rodrigo Janot e é irmão do governador do Maranhão (PCdoB).

Caso o Senado confirme a indicação de Raquel Dodge para o cargo, ela será a primeira mulher na história do Brasil a comandar a Procuradoria-Geral da República.

Biografia

A subprocuradora-geral da República Raquel Elias Ferreira Dodge é mestre em Direito pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e está no Ministério Público Federal desde 1987 e oficia no STJ (Superior Tribunal de Justiça) em matéria criminal.

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A futura PGR atuou na equipe que redigiu o I Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil, e na I e II Comissão para adaptação do Código Penal Brasileiro ao Estatuto de Roma. Atuou na Operação Caixa de Pandora e, em primeira instância, na equipe que processou criminalmente Hildebrando Paschoal e o Esquadrão da Morte.


* Com informações da Agência Senado

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