Juiz aceita denúncia contra os ex-deputados Eduardo Cunha e Henrique Alves

Ambos estão supostamente envolvidos em investigação da PF que indica desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva

O juiz federal Francisco Eduardo Guimarães Farias, titular da 14ª Vara Federal no Rio Grande do Norte, aceitou integralmente a denúncia protocolada pelo MPF (Ministério Público Federal) contra os ex-deputados federais Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves. A informação foi divulgada neste sábado (1).

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil 05.11.2014
Ex-deputados federais Eduardo Cunha e Henrique Alves após reunião do Conselho Nacional do PMDB

Segundo nota da Justiça Federal do Rio Grande do Norte, tanto Eduardo Cunha quanto Henrique Alves  estão supostamente envolvidos na investigação conhecida como Operação Manus , que indica desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva a partir de contratos operacionalizados com as construtoras OAS, Odebrecht e Carioca Engenharia.

A Operação Manus é um desdobramento da Lava jato que investiga atos de corrupção ativa e passiva e de lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, em Natal, no Rio Grande do Norte. O superfaturamento identificado chega a R$ 77 milhões, segundo a Polícia Federal.

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“Tem-se que há farta justa causa para a continuidade do processo e recebimento da denúncia por todos os crimes imputados aos réus, inclusive o de possível organização criminosa, ante a plausível união dos acusados para cometimento dos delitos expostos na peça inaugural”, escreveu o juiz.  A acusação também é feita contra os réus José Adelmário Pinheiro Filhoe Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis, haja vista que sobre eles já recai referida imputação no contexto da Operação Lava Jato.

Denúncia

A acusação traz três núcleos do suposto esquema criminoso: o político, operado por Eduardo Cunha e Henrique Alves; o econômico, por José Adelmário Pinheiro Filho (Léo Pinheiro) e Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis, e o financeiro por Carlos Frederico Queiroz Batista Silva e Arturo Dias de Arruda Câmara.

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Segundo a nota, no caso do núcleo político, a peça inaugural relata que os acusados, entre os anos de 2012 e 2015, teriam solicitado e aceitado propinas no valor de até R$ 11,5 milhões, de forma oculta e disfarçada, por meio de supostas doações feitas ao Diretório Nacional do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), legenda da qual os acusados são integrantes, dentro e fora do período eleitoral, para, em contrapartida, de forma política e parlamentar, favorecer empreiteiras do núcleo econômico da organização criminosa, além de outras empresas não incluídas na ação.

*Com informações da Agência Brasil

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