Organizações pró-impeachment não farão atos neste domingo (21); no entanto, centrais sindicais mantêm manifestações contra presidente Temer

Com cancelamento das manifestações em todo país, Vem pra Rua desiste de ato contra Lula, Dilma, Temer e Aécio
Fabio Roddrigues Pozzebom/ABr
Com cancelamento das manifestações em todo país, Vem pra Rua desiste de ato contra Lula, Dilma, Temer e Aécio

Mesmo após ter convocado seus apoiadores de todo o país para protestar contra a situação política atual, o movimento Vem pra Rua – que ficou mais conhecido quando atuou fortemente no pedido de impeachment da presidência no ano passado - desmarcou, nesta sexta-feira (19), o compromisso que estava marcado para o próximo domingo (21).

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Em São Paulo, as manifestações  estavam organizadas para acontecer na Avenida Paulista, e teria como principal tema a prisão de todos os corruptos, citando os políticos envolvidos em investigações da Lava Jato e nomeando o ato de "Prendam Todos! Temer, Dilma, Lula e Aécio”.

O movimento informou, em nota, que o motivo do cancelamento é a segurança, e adiantou que uma nova data será definida em breve. “A decisão foi tomada já que, em muitas cidades, não houve tempo hábil para planejar a segurança ideal, como sempre aconteceu, mesmo naquelas em que havia mais de 1 milhão de pessoas nas ruas”, diz o texto.

Além disso, o Vem pra Rua também ressalta que essa medida não significa que eles desistiram da ideia. "Ao contrário, nada abala nossa convicção de que todos, sem exceção, e de que partidos forem, devem ser punidos pelos crimes cometidos.”

Outro movimento que apoiou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, Movimento Brasil Livre (MBL) esclareceu que não havia agendado nenhum protesto para esta semana, já que, em São Paulo, a Virada Cultural estará acontecendo na capital paulista. A organização informou à Agência Brasil que não há novos atos na agenda porque é preciso esperar por mais informações sobre a situação política brasileira.

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Centrais sindicais confirmam manifestações

As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que estão associadas a diversos movimentos sociais e sindicais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) continuarão com suas programações.

Os atos, que foram marcados em várias cidades, irão defender a saída do presidente Michel Temer e a convocação de eleições diretas.

Em São Paulo, a concentração para os protestos está marcada para às 15h, pelas duas organizações, e tem como ponto-de-encontro o vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. As frentes informaram que pretendem manter a mobilização até que o presidente saia do cargo.

Quem também irá participar das manifestações no mesmo dia é a Força Sindical, às 11h, no mesmo local. Segundo a frente sindical, o ato será contra as reformas propostas pelo governo na Previdência Social e trabalhistas, além de pedir por “uma solução democrática para a atual crise política e econômica" no país. Segundo a entidade, essa solução passa pela realização de “eleições gerais e democráticas”.

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