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Deputado será investigado por causa de incidente envolvendo Jean Wyllys na sessão que admitiu a abertura do processo de impeachment contra Dilma

Eduardo Bolsonaro e Éder Mauro serão investigados no Conselho de Ética por causa de incidentes com Jean Wyllys
Divulgação/Câmara/montagem iG
Eduardo Bolsonaro e Éder Mauro serão investigados no Conselho de Ética por causa de incidentes com Jean Wyllys

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados instaurou nesta quarta-feira (17) três processos por quebra de decoro: dois contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) e um em desfavor do deputado Delegado Éder Mauro (PSD-PA). Os dois políticos são alvos de representação por causa de incidentes contra o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ).

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O deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), presidente do Conselho de Ética da Câmara, afirmou que irá escolher os relatores de cada processo até o dia 23. Nesta quarta-feira foi realizado o sorteio de três membros do conselho para cada processo, entre aqueles que não são do mesmo partido dos representantes ou dos representados, nem dos mesmos estados.

No caso de Eduardo Bolsonaro – que é filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) –, as duas representações contra ele foram apresentadas pelo PT.  Em uma delas, o partido alega que Eduardo Bolsonaro teria cuspido nas costas do deputado Jean Wyllys na sessão em que foi julgada a admissibilidade do impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT), no dia 17 de abril de 2016.

Neste processo, o relator será escolhido entre os deputados Pompeo de Mattos (PDT-RS), Ronaldo Lessa (PDT-AL) e João Marcelo Souza (PMDB-MA).

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Na outra representação, Eduardo Bolsonaro é apontado como responsável pela edição fraudulenta de vídeo, depois publicado na internet, que teria o objetivo de prejudicar a reputação de Jean Wyllys . A relatoria ficará com um dos três deputados sorteados: Cacá Leão (PP-BA), João Marcelo Souza (PMDB-MA) ou Cabuçu Borges (PMDB-AP).

Éder Mauro

Por fim, o terceiro processo instaurado é baseado em uma representação da Mesa Diretora fundamentada em processo da Corregedoria da Casa contra o deputado Delegado Éder Mauro.

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Éder Mauro teria publicado, em sua página do Facebook, um vídeo editado com parte de pronunciamento de Jean Wyllys durante reunião da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara que apura a violência contra jovens negros e pobres no Brasil, descontextualizando a fala do parlamentar do PSOL. O relator deste processo no Conselho de Ética será escolhido entre os deputados Ronaldo Martins (PRB-CE), Cacá Leão (PP-BA) e Carlos Marun (PMDB-MS).


* Com informações da Agência Câmara

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