“O maior assalto aos cofres públicos da história foi promovido pelo PT", declarou o prefeito de São Paulo durante evento do Bank of America

João Doria disse que quer ser exemplo para que o Brasil nunca mais volte a ser administrado pelo PT
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João Doria disse que quer ser exemplo para que o Brasil nunca mais volte a ser administrado pelo PT

Apontado como pré-candidato à Presidência da República, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), fez novas críticas à passagem do PT pelo Palácio do Planalto e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As declarações foram feitas nesta semana durante a 10ª edição da Brazil Conference, organizada pelo Bank of America Merrill Lynch.

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“O maior assalto aos cofres públicos da história foi promovido pelo PT. Eu tenho coragem de falar porque não sou político e não devo nada a ninguém. Tenho uma vida honesta, uma vida de transparência. E meu dinheiro, ao contrário do Lula, ganhei trabalhando”, afirmou João Doria durante discurso a uma plateia composta, principalmente, por empresários. Ele foi aplaudido de pé após a declaração.

O tucano disse que, “com o exemplo feito em São Paulo”, quer “ser uma referência para outras pessoas para que se movam, atuam e tenham coragem para que o Brasil nunca mais volte a ser administrado por uma gangue de criminosos que durante 13 anos roubou o nosso País”.

Apesar de ressaltar que quer ser visto como exemplo, Doria voltou a negar que seja candidato a presidente em 2018. “Não sou candidato a nada, quero dizer a vocês com toda clareza que não sou. Sou prefeito e vou ‘prefeitar’”.

“Golpista é quem rouba”

Na quarta-feira (29), durante cerimônia de entrega de moradias populares na zona sul de São Paulo, Doria respondeu a um manifestante pró-Dilma Rousseff (PT) que “golpista é quem rouba dinheiro do povo” .

“Vai procurar a sua turma lá em Curitiba", afirmou o prefeito aos gritos, referindo-se à capital do Paraná, para onde são levados os presos em primeira instância por causa das investigações decorrentes da Operação Lava Jato , como os petistas José Dirceu, Delúbio Soares e João Vaccari Neto, além de políticos de outros partidos e de ex-diretores da Petrobras.

No último dia 20, Doria utilizou seu perfil no Twitter para fazer mais críticas ao ex-presidente Lula . “Após ouvir o discurso do ex-presidente tenho a certeza que ele é o maior cara de pau do Brasil”, escreveu o tucano, referindo-se à visita do petista às recém-entregues obras de parte da transposição do Rio São Francisco, na Paraíba. Pouco depois, o prefeito acrescentou que os “desgovernos Lula e Dilma geraram 13 milhões de desempregados e a pior recessão econômica da história do País”.

Durante a inauguração simbólica do empreendimento, cujas obras foram iniciadas na gestão de Lula, o petista atacou o atual governo e os opositores do PT. “Eles peçam a Deus (sic) para eu não ser candidato. Porque se eu for é para ganhar e trazer de volta à alegria deste país!”. Em outro momento, o ex-presidente afirmou que “se eles [da oposição] quiserem brigar comigo, vão brigar comigo nas ruas desse País, para que o povo seja a voz da razão”.

Visita a Curitiba

Em outubro do ano passado, após ter a vitória confirmada em primeiro turno na eleição para prefeito de São Paulo, Doria prometeu que, “em algum momento“, faria uma visita a Lula em Curitiba, em caso de eventual prisão do ex-presidente  na Lava Jato.

A afirmação foi uma resposta à declaração dada no mesmo dia pelo petista, que chamou João Doria de “aventureiro” e disse que “não se sabe nada da vida dele”. “São Paulo não merece isso. Se o povo de São Paulo tiver o orgulho que pensa que tem, tiver a inteligência que pensa que tem, não tem outra coisa a fazer a não ser votar no [Fernando] Haddad.” O tucano foi o primeiro prefeito de São Paulo eleito no primeiro turno, com 53,29% dos votos válidos.

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