Caso Eduardo Cunha na reta final: entenda ponto a ponto ação contra ex-deputado

Em alegações finais, MPF pediu condenação por corrupção passiva, lavagem e evasão de divisas, além da devolução de US$ 77,5 milhões à Petrobras
Foto: José Cruz/Agência Brasil - 13.09.2016
Ex-deputado Eduardo Cunha está preso desde o dia 19 de outubro do ano passado

A força-tarefa do Ministério Público Federal na Operação Lava jato, liderada pelo procurador Deltan Dallagnol, entregou no dia 6 deste mês ao juiz Sérgio Moro as alegações finais da acusação na ação penal contra o ex-deputado Eduardo Cunha .

No documento de 102 páginas, os procuradores recomendam que o magistrado condene Eduardo Cunha pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro (três vezes) e evasão de divisas. O MPF pede ainda que o ex-presidente da Câmara devolva US$ 77,5 milhões à Petrobras.

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Com a entrega das alegações finais da acusação, a ação penal contra o peemedebista na Lava Jato entra em sua reta final. A defesa de Cunha tem agora até o dia 27 deste mês para apresentar seus últimos argumentos e, depois disso, as partes ficam no aguardo da sentença do juiz Sérgio Moro. Por se tratar de uma decisão da primeira instância, caberá recurso nos tribunais superiores.

Entenda abaixo, ponto a ponto, as razões que levaram o Ministério Público Federal a pedir a condenação de um dos caciques do PMDB e responsável pela abertura do processo que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.


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