Assessoria do ex-presidente considera que a acusação entregue à Justiça nesta quinta-feira é uma perseguição política e vingança contra o petista

Assessoria do ex-presidente considera que a denúncia enviada pelo MPF representa perseguição política contra Lula
Divulgação/Instituto Lula
Assessoria do ex-presidente considera que a denúncia enviada pelo MPF representa perseguição política contra Lula

A assessoria de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou os procuradores que integram a força-tarefa da Operação Lava Jato por terem apresentado nesta quinta-feira mais uma denúncia contra o petista. A equipe de Lula considerou a acusação como “uma nova história na sua busca obsessiva de tentar retratar o ex-presidente como responsável pelos desvios na Petrobras”.

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Na denúncia enviada à Justiça, o Ministério Público Federal (MPF) acusa Lula pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em esquema que envolveu a compra do terreno para o Instituto Lula, no bairro do Ipiranga, em São Paulo, e a cobertura de um prédio em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana do Estado. “Após um apartamento que nunca foi de Lula no Guarujá, entra a acusação de um apartamento que também não é de Lula, pelo qual sua família paga aluguel pelo uso, e um terreno que não é, nem nunca foi, do Instituto Lula, onde, aliás, o atual proprietário hoje constrói uma revendedora de automóveis”, diz a nota enviada pela assessoria .

Para o petista, o oferecimento de mais uma denúncia tem caráter persecutório. “Os procuradores da Lava Jato não se conformam com o fato de Lula ter sido presidente da República. Para a Lava Jato , esse é o crime de Lula: ter sido presidente duas vezes. Temem que, em 2018, Lula reincida nessa ousadia.”

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Os assessores do ex-presidente voltaram a ironizar a entrevista coletiva dada em setembro pelo procurador Deltan Dallagnol, que utilizou um arquivo em formato PowerPoint para enumerar as acusações contra Lula . “A denúncia repete maluquices da coletiva do PowerPoint: atropela a competência do Supremo Tribunal Federal [STF] e da Procuradoria-Geral da República [PGR] ao fazer conclusões precipitadas sobre inquérito inconcluso na PGR; quer reescrever a história do País para dizer que todos os males seriam culpa de Lula; tenta atribuir responsabilidade penal objetiva, coisa completamente fora do Código Penal Brasileiro; contradiz depoimento como testemunhas (com a obrigação de dizer a verdade) de delatores ouvidos pela própria Lava Jato, como Paulo Roberto da Costa, Nestor Cerveró e Pedro Barusco, que disseram em depoimentos ao juiz Sérgio Moro jamais terem tratado ou tido conhecimento de qualquer irregularidade ou desvio envolvendo o ex-presidente Lula.”

“Vingança”

Para a equipe do ex-presidente, a apresentação da denúncia é uma “vingança” em relação à atuação dos advogados do petista, que, em diversas oportunidades, fizeram críticas ao Judiciário e ao MPF ao longo da Lava Jato. Em novembro, a defesa de Lula chegou a pedir a prisão do juiz Sérgio Moro alegando que o magistrado cometeu abuso de autoridade.

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“Em release, a Lava Jato admite que a denúncia seria uma "reafirmação" da operação, uma vingança contra a atuação dos advogados de Lula, descrita como "abuso do direito de defesa" e iniciativas legislativas no Congresso com as quais o ex-presidente não tem qualquer relação, não sendo nem deputado, nem senador. Os procuradores da República revelam que são contra a punição do abuso de autoridade e até mesmo do exercício do direito de defesa. Usam de suas atribuições legais como forma de vingança contra aqueles que se insurgem contra ilegalidades praticadas na Operação Lava Jato”, diz a nota enviada pela assessoria.

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