Relator das ações, ministro Herman Benjamin, disse que não foi possível concluir seu voto sobre a questão porque perícias contábeis não terminaram

Conforme entendimento atual do TSE, a prestação contábil da chapa Dilma - Temer será julgada em conjunto
Roberto Stuckert Filho I PR
Conforme entendimento atual do TSE, a prestação contábil da chapa Dilma - Temer será julgada em conjunto

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (13) que o julgamento dos processos em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma -Temer, eleita em 2014, serão julgados em 2017. No início da noite, durante sessão do tribunal, o relator das ações, ministro Herman Benjamin, disse que ainda não foi possível concluir seu voto sobre a questão porque as perícias contábeis não foram concluídas.

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Segundo o ministro, o recesso do Judiciário começa na próxima semana e, apesar da rápida tramitação das ações, não há como iniciar o julgamento das contas da chapa Dilma -Temer sem as conclusões dos peritos.

Durante a sessão, Herman agradeceu apoio do presidente do TSE, Gilmar Mendes, por disponibilizar meios para acelerar o andamento do processo, por meio de convênios com a Receita Federal e da Polícia Federal, por exemplo.

"Em menos de três meses, foram ouvidas 37 testemunhas, e eu estive presente em praticamente todas, assim como o Ministério Público Federal. Agradeço, quase que no apagar das luzes do Ano Judiciário, o apoio de Vossa Excelência [Mendes] do TSE e também das outras instituições envolvidas", disse.

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Em dezembro de 2014, as contas da campanha da então presidenta Dilma Rousseff e seu companheiro de chapa, Michel Temer, foram aprovadas com ressalvas, por unanimidade, no TSE. No entanto, o processo foi reaberto porque o PSDB questionou a aprovação por entender que há irregularidades nas prestações de contas apresentadas por Dilma. Conforme entendimento atual do TSE, a prestação contábil da chapa é julgada em conjunto.

"Golpe dentro do golpe"

No último dia 30, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou, em um encontro com mulheres da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em São Paulo, que existe uma tentativa de "um golpe dentro do golpe". As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

A declaração se referia à possibilidade de cassação da chapa  encabeçada por Dilma e composta pelo agora presidente Michel Temer (PMDB) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e explicou que, se isso vier a ocorrer depois do dia 31 de dezembro, o próximo presidente seria escolhido por meio de eleição indireta pelo Congresso.

“É isso que se chama golpe dentro do golpe. Você cria a temporalidade para que haja eleição indireta”, disse Dilma. De acordo com a publicação, a petista também defendeu a realização imediata de eleições diretas para presidente.

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