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Delação premiada de ex-presidente da Odebrecht inclui os nomes do ex-deputado preso Eduardo Cunha e de Moreira Franco, aliado de Michel Temer

Gilberto Kassab disse desconhecer qualquer doação ilegal feita à sua campanha ou à de seus aliados
Alexandra Martins/Câmara dos Deputados
Gilberto Kassab disse desconhecer qualquer doação ilegal feita à sua campanha ou à de seus aliados

O ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD), foi acusado de ter recebido R$ 14 milhões da Odebrecht, via caixa dois, como auxílio para sua campanha ao Senado e para as campanhas do PSD, em 2014.  A acusação chegou por meio da delação premiada do executivo Paulo Cesena, presidente da empresa até mês passado, e foi divulgada pelo jornal O Globo desta segunda-feira (12).

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Já na manhã desta segunda, no entanto, Kassab negou as acusações. Ele disse que desconhece doações ilegais que tenham sido feitas pela Odebrecht para sua campanha ou para a de aliados e colegas de seu partido.

"Quero dizer que não tenho conhecimento de nenhuma doação que tenha sido feita para minha campanha ou para a de colegas de partido, ou de aliados, ou mesmo de doações partidárias que não tenham sido feitas na forma da lei", disse o ministro, que participou da assinatura de um termo de cooperação na sede do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), nesta segunda, no Rio de Janeiro.

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Kassab afirmou que é preciso ter cautela, porque as delações ainda precisam ser homologadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). "Todos nós temos que ser muito cautelosos com as manifestações de colaboradores que precisam ainda ser apuradas, ser homologadas pelo Supremo Tribunal Federal".

Delação inclui Cunha e Moreira

Há dez dias, 77 executivos de todas as empresas do grupo Odebrecht assinaram suas propostas de delações, em que resumem os fatos discutidos na negociação. De acordo com o jornal, documento em que consta o nome de Kassab é parte da delação de Cesena e traz informações sobre os anos entre 2007 e 2014.

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Além de Kassab, o secretário do Programa de Parceira de Investimentos, Moreira Franco (PMDB), um dos mais próximos do presidente Michel Temer (PMDB), também foi citado. Ele foi acusado de ter recebido R$ 4 milhões da Transport, empresa que é braço da Odebrecht. O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, que está preso, também foi citado, por ter recebido R$ 4,6 milhões.

* Com informações da Agência Brasil.