Temer confirmou indicação do tucano Antônio Imbassahy para a Secretaria de Governo e reclamou da reação dos parlamentares: "Não tem razão de ser"

Articulador político de Michel Temer, Geddel Vieira Lima deixou o governo em 25 de novembro
Marcelo Camargo/Agência Brasil - 15.6.16
Articulador político de Michel Temer, Geddel Vieira Lima deixou o governo em 25 de novembro

O presidente Michel Temer confirmou nesta sexta-feira (9) que, de fato, o nome do líder do PSDB na Câmara, deputado Antônio Imbassahy (PSDB-BA), foi cogitado para ocupar o cargo de ministro da Secretaria de Governo, mas que, diante da reação à indicação no Congresso Nacional, a questão ficou de ser fechada em um segundo momento, para buscar apoio junto à base do governo.

Até o final de novembro, a articulação política de Michel Temer  tinha à frente Geddel Vieira Lima, mas o ex-ministro pediu para sair do cargo após denúncias  de que teria feito pressão sobre o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero para liberar uma obra na área nobre de Salvador, na qual admitiu ter um imóvel.

Temer negou que houve qualquer “recuo” na definição de quem ocupará a Secretaria de Governo. “Não houve convite ao iminente deputado Antônio Imbassahy. O que houve foram conversações relativas à ampliação da participação do PSDB no meu ministério. Quando me falaram do Imbassahy, eu logo recebi [a indicação] com o maior agrado, porque ele é um homem politicamente adequado e é exatamente o que preciso na Secretaria de Governo”, disse Temer em entrevista à "Rádio Jornal" de Pernambuco.

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"Sem razão de ser"

Segundo ele, em meio a essas conversações, houve um “equívoco de comunicação”, o que resultou na divulgação, pela imprensa, do nome do deputado antes mesmo de o assunto ser fechado. “O fato é que não estava fechada essa matéria. E, de fato, houve certa reação na medida em que estamos em processo de eleições na Câmara Federal e alguns partidos acharam que isso favoreceria um ou outro candidato. Daí a razão pela qual eu disse: vamos primeiro costurar os apoios todos necessários de todos os setores da base”, disse Temer.

Temer considerou a 'chiadeira' no Congresso desproporcional. "A meu ver, elas [reações] não tiveram razão de ser. E, diante do apoio extraordinário que Congresso está dando às nossas medidas, eu não posso desagradar uma ponta da base”, completou o presidente. O presidente Michel Temer visita nesta sexta-feira cidades de Pernambuco e do Ceará. 

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*Com informações e reportagem da Agência Brasil


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