Presidente visita municípios de Pernambuco para eventos ligados à transposição do São Francisco e, na sequência, seguirá para o Ceará

Desde que assumiu o governo, Temer já fez viagens para o exterior, mas ainda não visitou os estados do Nordeste
Beto Barata/PR 15.10.2016
Desde que assumiu o governo, Temer já fez viagens para o exterior, mas ainda não visitou os estados do Nordeste

O presidente Michel Temer faz nesta semana sua primeira viagem oficial desde que assumiu o Palácio do Planalto. Ele embarca nesta sexta-feira (8) para o Pernambuco, onde participa de eventos ligados à transposição do Rio São Francisco, e depois seguirá para o Ceará. Na semana que vem está prevista uma visita dele à Usina Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará.

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Na cidade de Surubim, Temer irá cumprir agenda na Barragem de Jucazinho, cuja execução de obras foi recomendada pelo Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco há cerca de dois meses. Em seguida, ele deverá visitar uma das estações de bombeamento do Programa de Integração do São Francisco no município de Salgueiro, no mesmo Estado.

Em Fortaleza, no Ceará, o presidente vai participar de uma cerimônia em que serão regulamentadas as condições de implementação da lei que permite a liquidação de dívidas de crédito rural. Trata-se de uma reivindicação dos produtores rurais da região. A legislação foi aprovada em setembro pelo Congresso e concede abatimentos por um ano aos empréstimos contraídos com o Banco do Nordeste ou o Banco da Amazônia. Os agricultores que contraíram dívidas até o ano de 2011 terão descontos para os pagamentos feitos até o dia 29 de dezembro de 2017.

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A nova legislação autoriza a repactuação das dívidas contraídas com os bancos pelo mesmo prazo, de um ano, com carência até 2020, além de descontos para quem desejar quitar seus débitos rurais contraídos com o Fundo de Terras. As mudanças foram propostas pelo governo federal em junho, por meio de medida provisória. De acordo com a equipe econômica, os abatimentos são necessários especialmente após os produtores rurais enfrentarem condições climáticas difíceis nos últimos anos.

Impeachment

Representantes de movimentos sociais e de partidos oposicionistas protocolaram nesta quinta-feira na Câmara um pedido de impeachment  do presidente após a polêmica envolvendo os ex-ministros Marcelo Calero (Cultura) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo).

Calero renunciou ao cargo em novembro depois de ter acusado Geddel de tê-lo pressionado a intervir junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para liberar as obras de um edifício de alto padrão em Salvador, onde Geddel é proprietário de uma unidade. Calero diz ter recebido ligação de Temer para tratar do assunto.


* Com informações da Agência Brasil

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