Renan é acusado de receber propina para emendas que beneficiariam uma empreiteira que, em troca, pagava despesas da amante do peemedebista

Após escândalo em 2007, Renan renunciou à presidência do Senado em uma manobra para não perder o mandato
Jonas Pereira/Agência Senado - 17.8.16
Após escândalo em 2007, Renan renunciou à presidência do Senado em uma manobra para não perder o mandato

O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá decidir, nesta quinta-feira (1º), se abre ou não uma ação penal contra o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL). A Corte julgará se aceita a denúncia contra o peemedebista pelos crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso.

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De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo , a denúncia surgiu de um escândalo revelado em 2007. Renan é acusado de receber propina da construtora Mendes Júnior para apresentar emendas que beneficiariam a empreiteira. Em troca, teve despesas pessoais da jornalista Monica Veloso, com quem mantinha relacionamento extraconjugal, pagas pela empresa.

Renan apresentou ao Conselho de Ética do Senado recibos de venda de gados em Alagoas para comprovar um ganho de R$ 1,9 milhão, mas os documentos são considerados notas frias pelos investigadores e, por conta disso, Renan foi denunciado ao Supremo. Na época, o peemedebista renunciou à presidência do Senado em uma manobra para não perder o mandato.

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Ainda de acordo com o jornal, embora a investigação tenha começado em 207, a denúncia só foi oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 2013.

O caso estava sob a relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, mas passou para as mãos do ministro Luiz Edson Fachin em junho de 2015. No último ano, imbróglios envolvendo mudança de advogados de Renan e um aditamento feito pela PGR atrasaram ainda mais a liberação do caso para julgamento. 

Se o Supremo receber a denúncia hoje, Renan Calheiros passa a responder a uma ação penal.

Outras investigações com o presidente do Senado

O peemedebista é alvo de mais 11 investigações no STF. No último dia 18, f oi aberto o último inquérito contra Renan , quando o ministro Dias Toffoli autorizou a realização de diligências solicitadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em um desdobramento das investigações sobre o caso Mônica Veloso.

Os investigadores querem obter mais informações sobre uma movimentação financeira de R$ 5,7 milhões de Renan, considerada incompatível com a renda do parlamentar. Além disso, ele é alvo de 8 inquéritos no âmbito da Operação Lava Jato, um dentro da Operação Zelotes e outro por desvios nas obras da usina de Belo Monte.

Logo depois de a presidente do STF agendar a data do julgamento, a assessoria de Renan Calheiros divulgou nota à imprensa, afirmando que o senador está “tranquilo e confiante na Justiça brasileira” e que ele é o “maior interessado nesse julgamento”.

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